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Federer
campeão
Anti-clímax na
final com desistência de Davydenko
Tudo
apontava para a melhor final de sempre do
Estoril Open: número um contra o número quatro
mundial e um Court Central com os 6.770 lugares
esgotados.
Ao fim de uma hora
e 15 minutos, tudo se confirmava. Nível
elevadíssimo e, tal como prometera, o russo
Nikolay Davydenko a jogar de igual para igual
frente ao número um mundial, que ainda procura a
melhor sincronização do seu jogo na terra
batida. Encontro quente, bom ambiente, boas
jogadas, a prometer terceiro set emocionante. Em
menos de um minuto, tudo congelou: numa troca de
campo, Davydenko parou na rede a falar com
Federer e anunciou retirada do encontro devido a
uma distensão muscular na perna esquerda.
O suíço Roger
Federer acabara de se tornar campeão num torneio
ATP pela 54ª vez! O primeiro de 2008! Ao final
de 1 hora e 20 minutos, o suíço liderava a
contenda com 7-6(5) e 1-2, embora o russo
tivesse um 'break' de vantagem no segundo set,
placar com que terminou o encontro.
Para o número um
mundial, é um grande início da época de terra
batida, logo a ganhar um título na superfície em
que menos se adapta. «Sinto-me óptimo por ter
ganho o torneio! Embora não pela circunstância,
nunca tinha ganho uma final assim, com o
adversário a desistir», disse Federer,
acrescentando: «Gostava de ter celebrado com um
match-point, não desta forma».
Sobre um possível
regresso, o suíço diz que «depende da Davis Cup.
Vamos ver também como corre o resto deste ano,
mas é um torneio muito bom, gente simpática,
excelente lugar, boa organização... se juntarmos
isso tudo é sempre de ponderar». Terá sido a
pensar num possível regresso que no seu discurso
de vitória disse, perante o Ministro da
Economia, que este torneio merecia passar de uma
infra-estrutura temporária para um novo estádio
fixo?
Kirilenko
faz dobradinha
A russa Maria
Kirilenko conquistou a sua primeira dobradinha
da carreira. Uma das maiores beldades do
circuito mundial feminino, juntou assim o título
de singulares (o terceiro na carreira) ao título
de pares que tinha conseguido na véspera.
Na final, as
coisas não começaram da melhor forma e foi a
checa Iveta Benesova que adquiriu vantagem no
primeiro set com uma Kirilenko a apresentar
algumas debilidades físicas [nr: a final chegou
mesmo a estar em dúvida]. A meio do set pediu
intervenção médica e deu-se a viragem do
encontro. «Foi difícil manter-me quente, foi a
chave do set e também do encontro», confirmou a
checa que viu a russa arrancar para a vitória.
Ao fim de menos de
hora e meia (fora a interrupção devido ao
tempo), Maria Kirilenko celebrava a vitória com
os parciais 6-4 e 6-2. Triunfo que dedicou ao
seu treinador, Eric Van Harpen, e seu pai, Uri
Kirilenko.
Moodie e Coetzee
levam o "caneco" de pares
Enquanto as
atenções estavam viradas para o início da final
masculina, que opunha Roger Federer a Nikolay
Davydenko, desenrolava-se a final de pares
masculina no Centralito.
Tal como em
singulares, a final colocava frente a frente as
duas duplas favoritas do torneio, tal como em
singulares, a final acabou com a vitória dos
primeiros cabeças-de-série. A diferença é que
este encontro acabou com um emocionante
'champions tie-break' e foi uma vantagem de
apenas dois pontos que deu o título à dupla
sul-africana formada por Wesley Moodie e Jeff
Coetzee diante do britânico Jamie Murray (irmão
de Andy Murray) e o zimbabueano Kevin Ullyett.
O resultado
final foi 6-2, 4-6 e 10-8!
Veja todos os quadros aqui
João Sousa
recebe o Prémio Revelação
A cerimónia de
atribuição deste prémio decorreu na Sponsors
Village, junto ao 'stand' da João Lagos Sports e
o "troféu" era um relógio no valor de 2.500€. O
vencedor não podia deixar de ser João Sousa, o
tal vimaranense do top 800 mundial que se
encontra radicado em Espanha e veio ao Jamor
ganhar quatro encontros - dois deles diante de
jogadores do top-200 - com uma qualificação pelo
meio. Só perdeu na segunda ronda para um duelo
100% português, com Frederico Gil, no qual
equilibrou até... a chuva aparecer!
Entre os
portugueses, houve mais dois que se destacaram
entre os sete que participaram nos quadro
principais: Frederico Gil (pela segunda vez nos
quartos-de-final, tornando-se no melhor
português de sempre a participar no Estoril
Open) e Rui Machado (que venceu a primeira ronda
frente ao croata Ivo Karlovic).
Recorde de
assistências
Ao longo dos
9 dias de Estoril Open, passaram pelo complexo
do Jamor 53.888 espectadores. Um número recorde
que supera em mais de 10 mil o número obtido em
2007, o anterior recorde absoluto do torneio,
mesmo que os últimos quatro dias tenham sido
algo afectados pela chuva.
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