Resumo do circuito ATP da semana: Federer de volta aos títulos
Dez meses depois, Federer de volta aos títulos
Dez meses depois, e após alguns dissabores, o campeonissimo R. Federer voltou a “erguer” mais um troféu ATP, ficando muito perto dos 70 títulos na sua impressionante carreira. É verdade que “Fed Express” não chegou a medir forças com nenhum dos seus actuais arqui-rivais do circuito, mas antes de derrotar o nipónico K. Nishikori – que registou uma grande semana em Basileia -, na grande final, passeou a sua classe diante dos seus compatriotas, perante jogadores como A. Roddick (quartos), e S. Wawrinka, na meia-final. Nem a sua nem sempre calibrada esquerda deixou-o ficar mal, ora colocando esquerdas ao longo, ora cruzando pancadas de grande consistência. Venceu pela 5ª vez o torneio (em 8 finais), e deixa alguma expectativa para este final de temporada, ora para o já ATP 1000 de Paris-Bercy – a realizar já esta semana, ora para o ATP Finals de Londres, que se disputa lá mais para o final do mês na cidade cosmopolita de Londres. Este foi também o seu 2º título da temporada depois do ATP 250 de Doha, em Janeiro último.
Uma palavra para Nishikori; outra para Djokovic
Se é verdade que toda a gente esperava uma final entre R. Federer e N. Djokovic, em Basileia, o actual momento físico do actual nº 1 mundial não deixou que se repetisse a final dos últimos dois anos. Mas não se pode culpar a 100 por cento a lesão no braço de “Djoker”, já que o nipónico e talentoso K. Nishikori obteve uma grande vitória na meia-final. Depois de ter sucumbido na partida inicial, o agora nº 24 ATP – a sua melhor classificação no ranking mundial de sempre -, foi capaz de dar a “cambalhota” no marcador, isto graças ao seu espírito combativo, e ao seu excelente jogo de pés. Passing-shots admiráveis, e variações no seu jogo deram-lhe condições para se tornar um dos quatro jogadores a serem capazes de bater o nº 1 mundial em 2011. Quanto ao sérvio, se é verdade que ninguém coloca em causa a sua lesão ao nível do braço, não se percebe muito bem a atitude registada no parcial decisivo – ou tem condições para esgrimir argumentos com o seu rival, ou se não consegue estar em condições mínimas de competição mais vale respeitar o seu opositor e desistir do encontro.
M. Grannolers – vence em casa com enorme surpresa
Até poderia ser espectável uma final cem por cento hispânica, em Valência, todavia, não se esperava uma final entre os discretos M. Grannolers e J. Mónaco. Á partida D. Ferrer ou os franceses J. W. Tsonga – ainda a jogar para estar presente na O2 Arena de Londres -, ou G. Monfils, teriam mais possibilidades de disputar o encontro decisivo, todavia, em final de temporada o aparecimento de surpresas acaba por ser quase inevitável. O trajecto do tenista espanhol até à final foi sensacional, merecendo o seu 1º título “500” da carreira. A. Dolgopolov (7º cs), M. Cilic, G. Monfils (3º), e J. M. Del Potro (6º) “caíram” aos pés de “nuestro Hermano”, antes de derrotar em 3 partidas o argentino J. Monaco numa final muito disputada. Palavra também de consolação para o tenista sul-americano que deixou também para trás no “arquitectónico” complexo de Ténis valenciano “figuras” como N. Almagro (4º cs), F. Fognini, J. C. Ferrero ou N. Davydenko.



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