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RADAR DO ANO 2009 - INTERNACIONAL
 

Utilizando, como metáfora, terminologias da pancada de saída do ténis - o serviço -, é altura de avaliar o desempenho dos principais tenistas mundiais em 2009 conforme as expectativas que haviam no início de 2009 e segundo o seu grau de progressão.

Para tal, são utilizadas as terminologias Ases para distinguir um excelente ano, 1º Serviço para uma boa ou razoável época, 2º Serviço para uma temporada intermitente e Dupla-Falta para quem esteve aquém das expectativas.

Com a consciência que as escolhas que se seguem para cada categoria são subjectivas, esta crónica não pretende ser "a" avaliação, mas sim mais "uma", segundo a perspectiva do seu autor, que reflicta sobre o ano que finda.

 
Lista Completa | Ases | 1º Serviço | 2º Serviço | Duplas-Faltas |
Texto e escolhas: Bruno Santos
 
Roger Federer
Nº 1 ATP (61v-12d)

Recuperou a hegemonia do ténis ATP em 2009. Curiosamente, não começou bem. Perdeu para Nadal a final do Austrália Open, tendo um “ataque” de choro na cerimónia de entregas de prémios. Depois de um relativo fracasso nos torneios “1000” primaveris norte-americanos, teve o momento de viragem na final de Madrid ganha a …R. Nadal. Desde Roland Garros até ao US Open praticou o seu melhor ténis. Com um serviço por vezes imperial, e uma direita cheia de confiança, o nº 1 mundial camuflou as suas dificuldades na esquerda (notórias) nos diversos ataques (ferozes) dos seus rivais. Venceu, finalmente, na terra batida de Roland Garros, recuperando o título em Wimbledon. Com estas duas vitórias conseguiu dois feitos de uma só vez – ultrapassou a marca de 15 GS de Pete Sampras (record absoluto) como tornou-se o 6º tenista na história a completar o Grand Slam Carreer. Completou no US Open 22 (!) meias-finais consecutivas em “Majors”, ainda que tenha perdido o título para Del Potro. Aos três títulos já mencionados venceu mais um evento – Cincinnati.

 

Principais feitos: Títulos (4) - Roland Garros, Wimbledon, Madrid, Cincinnati.

 
Juan Martin Del Potro
Nº 5 ATP (54v-16d)

O argentino vinha consolidando a entrada no Top-5 mundial mas acabou por superar as expectativas. Com um ténis muito poderoso do fundo de court, o jovem de 21 anos, natural de Tandil, não só venceu 3 títulos na temporada que agora finda, como venceu o seu 1º título do Grand Slam. Em pleno Arthur Ashe Stadium, o jovem sul-americano não poderia ter melhor “padrinho” na sua primeira final de um “major” – R. Federer. A superação do “pupilo” de F. Davin foi notória, arrebatando o título, e juntando o troféu aos seus dois triunfos da época – Auckland e Washington. A sua pior marca nos torneios do Grand Slam registou-se em Wimbledon – eliminado por L. Hewitt na 2ª ronda, conseguindo chegar aos quartos-de-final (AO) e às meias-finais em Roland Garros. Nos dois casos eliminado por…R. Federer. As presenças nas finais do ATP Finals de Londres (d. Davydenko), e no ATP 1000 de Montreal (d. Murray) mostra uma consistência a acompanhar em 2010. Promete evoluir ainda mais (a entrada no Top-4 no próximo ano é o objectivo, chegar a nº 1 mundial a longo prazo o seu sonho).

 

Principais feitos: Títulos (3) - US Open, Auckland, Washington; Finalista - ATP Finals de Londres e Montreal.

 

Robin Soderling
Nº 8 ATP (49v-21d)

O tenista nórdico foi dos tenistas que mais progrediu na temporada de 2009. Quando a sua pancada inicial saí bem, o seu jogo é algo temível. O “epicentro” da sua temporada foi sem dúvida aquela vitória (inédita) sobre R. Nadal em Roland Garros. Começou a temporada até algo discreto: 2ª ronda no AO (d. M. Baghdatis). No 2º torneio do GS o seu ténis muito ofensivo começou a carburar: venceu rivais como Ferrer, Davydenko ou Gonzalez, antes de ceder na final frente a Federer. O suíço foi mesmo o seu desmancha-prazeres (para além de impedir o sueco de vencer no Philippe Chatrier), o nº 1 mundial venceu o actual nº 8 ATP em Wimbledon (4ª ronda) e no US Open (quartos-de-final). Venceu o seu primeiro e único torneio na terra batida – Bastad (d. J. Monaco).

 

Principais feitos: Títulos(1) - Bastad; Meias-finais no ATP Finals de Londres, Auckland, K. Lumpur, Pequim e Estocolmo.

 
Serena Williams
Nº 1 WTA (50v-12d)

Terminou a temporada como nº 1 mundial de forma justíssima. Era difícil fazer melhor, ela que concentra-se nos grandes eventos. Travou com D. Safina (principalmente com esta), uma renhida luta pelo posto mais alto do ranking WTA. Venceu 3 torneios ao longo do ano, todos eles grandes palcos do ténis mundial (Austrália Open, Wimbledon e os Masters em Doha). A forma como bateu Safina na final em Melbourne Park (6/0 e 6/3), mostram a determinação da norte-americana que evidenciou toda a sua vontade uma vez mais na relva londrina de Wimbledon. A sua irmã Venus, foi a vítima numa final bem diferente daquela que tinha protagonizado com a mesma adversária em 2008. No US Open ficou-se pelas meias-finais, saindo derrotada por K. Clijters e… por uma juiz-de-linha (!). Ameaçou a auxiliar do árbitro de cadeira quando esta lhe marcou falta de pé num momento crucial, e que lhe viria a custar a presença na final. Em Doha, nova demonstração de força. Saiu do Qatar invicta, vencendo Dementieva,Kuznetsova, C. Wozniacki e Venus – por duas ocasiões – na fase Round Robin e na final da prova.

 

Principais feitos: Títulos (3) - Austrália Open, Wimbledon e Masters Doha; Final (1) - Miami.

 

Svetlana Kuznetsova
Nº 3 WTA (43v-16d)

A russa até então absorvida por uma espécie de “défice mental” difícil de explicar, surgiu no ano de 2009, de forma bem consistente. Depois de mudanças radicais ao seu redor – primeiro o seu “retiro” da academia de Emilio Sanchez e Sergio Casal, depois, já em 2009, a dispensa dos serviços de Olga Morozova, a tenista natural de Moscovo “colheu” bons frutos com o trabalho com Larissa Savchenko. Venceu três torneios em 2009 – Estugarda e Pequim, para além da sua grande conquista do ano – o troféu em Roland Garros. Na cidade germânica e em Paris face a D. Safina, na capital chinesa frente à polaca A. Radwanska. Nos restantes três torneios do Grand Slam, chegou aos quartos-de-final em Melbourne Park (d. Serena), enquanto S. Lisicki (3ª R em Wimbledon) e C. Wozniacki (1/8 final no US Open) foram as responsáveis pela sua eliminação. Acabou a temporada no posto de nº 3 WTA, terminando em termos competitivos na 1ª fase nos Masters de Doha. Continua a “oferecer” às suas opositoras um serviço bem competente e uma direita poderosa. Veremos se este perfil é para continuar em 2010 – a sua disposição mental será decisiva.

 

Principais feitos: Títulos (3) - Roland Garros, Estugarda e Pequim.

 

Caroline Wozniacki
Nº 4 WTA (67v-24d)

A tenista dinamarquesa foi a grande surpresa da temporada, chegando ao fim de 2009 no posto de nº 4 WTA. Foi das jogadoras no Top-10 mundial que mais progrediu em termos de resultados, ainda que o tenha feito através de muitos torneios. Não obstante esse facto, mostra uma grande consistência, precisando no entanto de ser mais clarividente e objectiva nos momentos cruciais dos encontros. No Arthur Ashe Stadium atingiu o apogeu da temporada, disputando pela primeira vez uma final do Grand Slam. Não conseguiu ultrapassar K. Clijters nessa final, demonstrando ter estatuto no circuito para voltar à ribalta em breve. Embora não apresente uma pancada de eleição, a jovem dinamarquesa mostra uma solidez mental impressionante. Nos outros torneios do GS chegou à 3ª ronda (AO e Roland Garros), perdendo nos oitavos-de-final frente a S. Lisicki na catedral do ténis (Wimbledon). Coleccionou três conquistas ao longo do ano, e esteve presente em 4 finais. Nos Masters ficou-se pelas meias-finais depois de ser eliminada por Serena Williams.

 

Principais feitos: Títulos (3) - Ponte Vedra Beach, Eastbourne e New Haven.

 
 
Andy Murray
Nº 4 ATP (66v-11d)

Esta era uma época de consolidação para A. Murray. O escocês, natural de Dunblane, apostava na consistência do seu ténis, e procurava a conquista de um Grand Slam – se possivel, frente aos seus “súbditos” em Wimbledon. No entanto, nesses momentos falhou, tendo coleccionado 6 títulos ao longo da época. O melhor que conseguiu nos “majors” foi a meia-final no All England Club frente a A. Roddick. Os dois triunfos em Miami e Montreal – eventos categoria 1000 – disfarçam um certo mal-estar nos torneios grandes. Ainda assim, o escocês mostra um ténis muito diversificado, e de certo modo a sua ambição de vencer um GS não será miragem. Começou o ano com a 4ª ronda no AO (d. Verdasco), para ser eliminado por dois outsiders nos outros dois torneios do GS: F. Gonzalez, na terra batida de RR (1/4 final), e diante de M. Cilic no US Open (4ªR). Foi o único tenista desde 2005 a ocupar o posto de nº 2 mundial que não tivesse no seu B.I o nome de R. Federer ou R. Nadal.

 

Principais feitos: Títulos (6) - Doha, Roterdão, Miami, Queen´s, Montreal, Valencia.

 
Andy Roddick
Nº 7 ATP (48v-15d)

O norte-americano demonstrou este ano estar de pedra e cal na “nata” do ténis mundial. O ex-nº 1 do ranking ATP protagonizou uma temporada muito positiva, tendo momentos fantásticos ao longo do ano. A sua exibição em Wimbledon não pode ser desvalorizada. Depois de uma vitória (excelente) sobre A. Murray, nas meias-finais, lutou com R. Federer pelo título ao milímetro. Em cinco sets e com o parcial de 14/16 no 5º parcial, o norte-americano “vendeu” bem cara a derrota. Nos outros GS foi vitima uma vez mais de…R. Federer (1/2 finais no AO), sendo vencido por G. Monfils na 4ª ronda em RR. Seu pior registo foi no US Open, evento que disse adeus na 3ª eliminatória com a derrota frente a J. Isner. Venceu um título em 2009 (Memphis) à custa de R. Stepanek.

 

Principais feitos: Títulos (1) - Memphis;  Finais(3) - Doha, Wimbledon, Washington.

 
Fernando Verdasco
Nº 9 ATP (52v-25d)

O nº 9 ATP confirmou em 2009 todo o seu talento. Ainda que tenha vencido apenas um evento (New Haven) frente a S. Querrey, o madrileno apresentou um ténis muito agradável a todos aqueles que gostam de um ténis ofensivo. Começou o ano protagonizando um dos melhores encontros da modalidade em 2009, frente a R. Nadal, ainda que tenha sido derrotado nas meias-finais do Austrália Open. Ficou-se pela 4ª ronda em RR (d. Davydenko) e em Wimbledon (d.Karlovic), tendo esbarrado no ténis de N. Djokovic nos quartos-de-final no US Open. Já depois do GS norte-americano, chegou à final de K. Lumpur, embora não tenha ultrapassado N. Davydenko. Terminou a temporada em grande, tornando-se com os seus companheiros da Taça Davis, bi-campeões na emblemática prova de selecções.

 

Principais feitos: Títulos (1) - New Haven; Finais (2) - Brisbane e K. Lumpur; Meias-finais: Austrália Open e Valencia; vencedor da Taça Davis 2009.

 
Nikolay Davydenko
Nº 6 ATP (57v-17d)

O registo de 2009 do tenista russo é testemunha de uma temporada muito bem conseguida ainda que dificultada por problemas físicos. Não disputou o primeiro GS da temporada (AO), não chegando sequer a defender o título no ATP 1000 de Miami. A sua recuperação começou no Estoril Open, onde chegou às meias-finais, altura que não “convivia” no Top-10 mundial. Os títulos em Hamburgo e Umag deram-lhe transe competitivo para chegar a RR em melhor forma. O futuro finalista foi o seu carrasco (d. Soderling) nos quartos-de-final, a sua presença em Wimbledon não foi brilhante (d. T. Berdych) na 3ª ronda. Já depois de novo desaire frente a R. Soderling, no US Open (4ª ronda), o russo de 28 anos, protagonizou um final de temporada excelente. Venceu em K. Lumpur (d. Verdasco), e o penúltimo ATP 1000 da temporada – Shanghai (d. Nadal). Pela primeira vez venceu o ATP Finals (jogado em Londres), vencendo na final o “emergente” argentino J. M. Del Potro.

 

Principais feitos: Títulos (5) - ATP Finals, Hamburgo, Umag, K. Lumpur e Xanghai.

 
Novak Djokovic
Nº 3 ATP (78v-18d)

Candidato a nº 1 mundial, o sérvio enfrentou uma temporada complicada ainda que tenha finalizado a temporada de forma mais consistente. O pupilo de M. Vajda venceu 5 títulos em 2009 (entre eles o ATP 1000 de Paris-Bercy). Nos grandes palcos históricos (Grand Slams) o melhor que conseguiu foi chegar às meias-finais no US Open (d. R. Federer). Os quartos-de-final em Melbourne Park (local que defendia o título de 2008), e em Wimbledon (d. T. Haas) foram os resultados registados por “Nole” no 1º e 3º GS da época. A sua superfície menos favorita (terra batida) cedeu em RR face ao alemão P. Kohlschreiber, na 3ª ronda, ainda que tenha chegado a duas finais dos torneios 1000 na mesma superfície (Roma e Monte Carlo). Para além dos 5 títulos conquistados, disputou 5 finais, o que comprova a consistência do seu ténis. Soluções variáveis do fundo do court (a mais “deliciosa” pancada do seu reportório é sem dúvida o “amortie”), lança-o para uma carreira ainda mais brilhante. Menos participação em torneios de menor importância poderia dar mais disponibilidade para os grandes palcos, pelo que os seus altos e baixos durante a temporada já são uma banalidade.

 

Principais feitos: Títulos (5) - Paris-Bercy, Basileia, Pequim, Belgrado e Dubai.

 
Kim Clijsters
Nº 18 WTA (13v:3d)

A ex-nº 1 mundial não tinha noção daquilo que lhe esperava no retorno ao circuito WTA. Depois de uma ausência do ténis profissional para ser mãe, a jovem “flamenga” venceu o seu 2º torneio do GS. Depois de ter disputado dois eventos antes do US Open (Cincinnati e Toronto), Clijters acabou por erguer o troféu em Flushing Meadows. Com um trajecto impressionante – (d. V. Kutuzova, Bartoli, Flipkens,Venus, Li Na e Serena) antes de derrotar C. Wozniacki, na grande final), a tenista de 26 anos tornou-se a 2ª tenista da história a vencer um torneio do GS, sendo mãe, desde Goolagong (Wimbledon 1980).

 

Principais feitos: Títulos (1) - US Open; 1/4 final - Cincinnati; 3ª ronda - Toronto.

 
Victoria Azarenka
Nº 7 WTA (45v-15d)

A pupila de Antonio Van Grichen, protagonizou uma temporada bem positiva, arrecadando os seus primeiros títulos no circuito WTA – entre eles o “5º GS” – o WTA mandatory de Miami. Começou a temporada com a vitória no torneio de Brisbane (d. Bartoli), o seu 1º troféu profissional. Antes de ter vencido em Miami (d. Serena), a jovem bielorussa tinha perdido para a mesma rival na 4ª ronda do Austrália Open. Com a sua melhor arma (a sua erquerda) e com dois itens do deu jogo em aperfeiçoamento (serviço e a sua direita), a actual nº 7 WTA ainda venceu um terceiro evento em 2009 – Menphis (d. Caroline Wozniacki). Na terra batida de Roland Garros (d. Safina), e na relva londrina de Wimbledon (d. Serena) teve a mesma sorte, ficando pelos quartos-de-final. No último torneio do GS da temporada, saiu derrotada na 3ª ronda, diante da transalpina F. Schiavone. Enfrentará um ano de 2010 dificil, já que terá muitos pontos a defender, principalmente na primeira fase da temporada.

 

Principais feitos: Principais resultados: Títulos (3) Brisbane, Memphis e Miami.

 
Flavia Penneta
Nº 12 WTA (57v-24d)

O ténis apresentado pela transalpina foi sem dúvida o melhor da sua carreira. O título de Los Angeles maximiza essa “nuance”, auxiliada com a vitória (segunda para a Itália) na Fed Cup. A sua prestação na maior competição colectiva do circuito feminino projectou-a para uma temporada de alto nível. Nos “majors” conseguiu os “quartos” no US Open (d. Serena), enquanto na fase inicial de 2009 chegou à 3ª ronda do AO (d. Medina Garrigues). Entre os seus títulos (Palermo e Los Angeles), ficou-se pela ronda inaugural em RR (d. Glatch) e na 3ª eliminatória em Wimbledon (d. Mauresmo). Em termos individuais, as suas vitórias em LA sobre Petrova, Zvonareva, Sharapova e S. Stosur foram o expoente máximo de uma temporada consistente para a tenista natural de Brindisi.

 

Principais feitos: Títulos (2) - Palermo e Los Angeles; Final em Acapulco.

 
Elena Dementieva
Nº 5 WTA (55v-18d)

Uma das mais talentosas tenistas do circuito feminino tarda a chegar a uma grande conquista, isto se não levarmos em linha de conta a medalha de ouro conquistada nos JO de Pequim. A russa, de 28 anos, venceu 3 títulos, sendo o mais importante o WTA de Toronto. Nos GS esteve perto das finais em duas ocasiões, derrotada pela mesma rival (Serena) – primeiro na Austrália (meias-finais) depois em Wimbledon, na mesma fase da prova. A 2ª ronda no US Open (d. Oudin) e a 3ª eliminatória em RR (d. Stosur) foram os outros registos conseguidos pela moscovita nos grandes eventos do ano. Em vésperas das meias-finais em Melbourne (já referidas), venceu dois eventos em duas semanas – primeiro em Auckland, depois em Sidney. Desapareceu um pouco em termos de resultados, reaparecendo já em vésperas do US Open no já referido evento canadiano de Toronto.

 

Principais feitos: Títulos (3) - Auckland, Sidney, Toronto.

 
 
Rafael Nadal
Nº 2 ATP 64v-14d)

O maiorquino foi um dos grandes derrotados da temporada, ainda que em circunstâncias muito próprias. Começou o ano com a sua primeira conquista no AO – inédito para tenistas espanhóis -, no entanto, a partir de Roterdão surgiram-lhe as tendinites que lhe condicionaram (e de que maneira a temporada). Depois de vencer em Indian Wells, o actual nº 2 ATP iniciava a sua temporada de terra batida. Monte Carlo, Barcelona e Roma não indiciaram o que viria a acontecer – derrota para R. Federer – na final de Madrid, e diante de R. Soderling em Roland Garros (1/8 final). A sua inédita derrota em Paris e a separação dos seus pais juntou-se a impossibilidade de defender o título em Wimbledon, algo que custou a Nadal o posto de nº 1 mundial. No US Open chegou às meias-finais (d. Del Potro), disputando até ao fim da temporada ainda a final do penúltimo ATP 1000 do ano – Shanghai (d. Davydenko). Em jeito de consolação venceu a Taça Davis (4ª vez para a Espanha, ele que tinha estado ausente na final do ano passado em Mar Del Plata). Nos “Masters” de Londres registou três derrotas na fase de grupos (d. Djokovic, Davydenko e Soderling).

 

Principais feitos: Títulos (5) - Austrália Open, Indian Wells, Roma, Barcelona, Monte Carlo; Vencedor Taça Davis.

 
Gilles Simon
Nº 15 ATP (45v-29d)

O jovem natural de Nice esteve uns furos abaixo das expectactivas, isto se levarmos em linha de conta os resultados de 2008. O “falso” lento de 24 anos foi o último tenista do Top-10 a vencer um evento ATP no corrente ano. Começou razoavelmente bem a temporada (1/4 final no AO – d. Nadal). Antes de RR, torneio que ficou pela 3ª R (d. V. Hanescu), o tenista francês jogou a final do Dubai perdida para N. Djokovic. Numa primeira metade da temporada, algo distante daquele vistoso ténis de contra-ataque praticado em 2008, Simon não conseguiu ultrapassar o mesmo rival nos outros dois “majors” – JC Ferrero (primeiro em Wimbledon, na 4ª ronda), depois no US Open na 2ª eliminatória. Foi já na fase final da temporada que conseguiu o seu 6º troféu ATP – na Tailândia, à custa de V. Troicki no torneio “250” de Bangkok.

 

Principais feitos: Títulos (1) - Bangkok; Finais (1) - Dubai

 
Dinara Safina
Nº 2 WTA (55v-16d)

A jovem moscovita partia com legitimas aspirações a uma grande temporada. A pressão de ganhar um Grand Slam pareceu limitar mentalmente a russa. “Eclipsou-se” nos grandes palcos – duas finais perdidas do Grand Slam - (AO) para Serena Williams, Roland Garros (RR) para S. Kuznetsova. Pelo meio venceu os eventos de Roma e Madrid, ambos em terra batida. Na relva londrina de Wimbledon sofreu mais um forte revés – desta feita, nas meias-finais, face a Venus Williams (6/1 e 6/0) são sintomáticos de mais um falhanço histórico para Dinara. Com 12 títulos no circuito, a russa partiu para a última fase da temporada sem grande confiança. P. Kvitova, na 3ª ronda, foi a carrasca no último torneio do GS da temporada, em Nova Iorque. Ainda juntou o título de Portoroz ao seu curriculum, ainda antes de partir para Doha com limitações físicas que a impediram de jogar o WTA Championships.

 

Principais feitos: Títulos (3) - Roma, Madrid, Portoroz.

 
Vera Zvonareva
Nº 9 WTA (33v-14d)

A moscovita foi uma das tenistas envolvidas em lesões que marcaram negativamente o seu trajecto na temporada agora finda. Entrou de forma bem aceitável, sendo eliminada nas meias-finais em Melbourne Park (d. Safina). Em Março acabou por salvar uma temporada algo negativa pelo motivo já sublinhado. Venceu o WTA mandatory de Indian Wells, vencendo jogadoras como Li Na, C. Wozniacki, V. Azarenka ou Ana Ivanovic na final. Lesionou-se no evento norte-americano de Charleston, falhando também a época de terra batida europeia. No seu ressurgimento na temporada (Wimbledon) acabou por agravar a lesão, não chegando a entrar em court na 3ª ronda (face a V. Razzano). A falta de ritmo marcou o resto da temporada, cedendo no US Open para F. Penneta na 4ª ronda. As suas lesões valeram um Masters de Doha incompleto, desistindo do evento milionário. Veremos se 2010 trará uma Zvonareva menos azarenta, ela que dispõe de uma direita muito efectiva no circuito.

 

Principais feitos: Títulos (2) - Indian Wells e Pattaya City.

 
J. W. Tsonga
Nº 10 ATP (53v-20d)

Atlético por natureza, J. W. Tsonga tem vindo a ser vítima do seu poderio físico. O ano de 2009 não se pode dizer que tenha desiludido, mas demonstra em determinados momentos predicados que exigem melhores resultados. Venceu em 2009 três torneios ATP (Joanesburgo, Marselha e Tokio). As lesões vêm condicionando o tenista gaulês. Tsonga, uma espécie de “herdeiro” de um ténis muito serve-and-volleys, muito semelhante a P. Sampras ou até S. Edberg, é detentor de um ténis muito ofensivo. Não estando fisicamente bem, esse estilo de jogo é automaticamente prejudicado. Não conseguiu defender com êxito a final do Austrália Open, dizendo “adeus” ao evento do hemisfério sul nos quartos-de-final (d. Verdasco). A 4ª ronda em RR (d. Del Potro) e a mesma fase em US Open (d. F. Gonzalez) foi o melhor que conseguiu nos restantes três torneios do GS, registando ainda a 3ªronda na relva londrina de Wimbledon (d. I. Karlovic). Sente imensas dificuldades no pó-de-tijolo (pelas características do seu jogo), atingindo nos primeiros oito meses da temporada os quartos-de-final ou melhor, em 8 dos 15 torneios participados.

 

Principais feitos: Títulos (3) - Joanesburgo, Marselha e Tóquio

 
 
James Blake
Nº 44 ATP (24v-21d)

Se o talento é algo muito precioso nas características dos tenistas, o caso de James Blake demonstra que isso não é suficiente. O tenista de 29 anos que chegou a ocupar o posto de nº 4 mundial, ultrapassa uma fase da sua carreira em que a motivação não parece muito visível. Dispõe de 10 títulos no circuito ATP, no entanto, os últimos que venceu remonta a 2007 (Sidney e New Haven). Curiosamente, dispôs de 2 matchs-points para vencer o torneio do Estoril, na final frente a A. Montañes. Resultados muito discretos, Blake passou quase no anonimato em 2009. Nos torneios do GS, começou com a 4ª ronda no AO (d. Tsonga), para depois ser eliminado logo na ronda inaugural em RR (d. L. Mayer) e em Wimbledon (d. A. Seppi). Em “casa”, no US Open, perdeu em três sets na 3ª ronda para o ex-nº 1 mundial, J. C. Ferrero. Paralelamente ao Estoril Open, chegou à final do torneio londrino de Quenn´s (d. A. Murray)

 

Principais feitos: Finais (2) - Estoril Open e Queen´s; ½ finais em S. José.

 
Jelena Jankovic
Nº 8 WTA (49v-19d)

A sérvia falhou por completo os seus objectivos para 2009. Começou no posto de nº 1 mundial, no entanto, muito cedo percebeu-se que não tinha “estofo” para manter tal estatuto. Uma melhor perfomance de Serena Williams, e mesmo de D. Safina, ajudou-a a não corresponder com o estatuto adquirido no ano passado. Venceu dois torneios ao longo do ano (Marbelha e Cincinnati), mas para uma ex-nº1 mundial é algo muito discreto (ainda para mais uma tenista que nunca venceu um GS). Por falar em “majors”, o melhor que conseguiu foi a 4ª ronda em Roland Garros (d. S. Cirstea) e no AO (d. Bartoli). Na relva londrina de Wimbledon não ultrapassou a norte-americana M. Oudin (3ª R), enquanto em Nova Iorque cedeu perante a casaque Y. Shvedova. A confiança (falta dela) foi o que mais ressalvou na tenista de 24 anos que entra num ano muito importante para a sua carreira.

 

Principais feitos: Títulos (2) - Marbelha e Cincinnati.

 
Ana Ivanovic
Nº 21 WTA (24v-14d)

Uma das grandes animadoras da primeira metade de 2008, apresentou-se ao longo do ano que agora finda de forma completamente desastrada. Pelo meio, o prolongamento de uma lesão do ano transacto, ainda adicionou mais dificuldades à tenista dos Balcãs que chegou a passar pelo posto de nº 1 mundial. Sem um único triunfo ao longo do ano, Ivanovic o melhor que conseguiu foi a final em Indian Wells (d. Zvonareva). Falta de confiança e problemas ao nível do serviço foram os ingredientes de uma temporada para esquecer, itens que ajudaram igualmente a fazer mossa na eficácia da sua potente direita. Nos torneios do GS chegou à 4ª ronda (Roland Garros – onde defendia o título, - e Wimbledon), ficando pela 3ª ronda no AO, ela que tinha chegado à final em 2008. Pior registo ainda teve no US Open, perdendo para K. Bondarenko na 1ª ronda. Achou por bem terminar a temporada mais cedo para se preparar melhor para uma temporada que se avizinha algo complicada – por um lado um factor positivo (terá poucos pontos a defender ao longo do ano), por outro terá que melhorar muito a eficácia do seu ténis.

 

Principais feitos: Finais (1) - Indian Wells.

 
Venus Williams
Nº 6 WTA (38v-16d)

A irmã mais velha das “Williams” protagonizou uma temporada algo decepcionante. Cansaço da sua própria carreira poderá ser uma das explicações, ela que em conjunto com a sua irmã (Serena) não é das jogadoras que mais eventos participa. Ainda assim venceu 2 torneios WTA (Dubai e na terra batida de Acapulco). A final nos Masters (Doha) e a final perdida em Wimbledon (d. Serena) disfarçam uma temporada cheio de altos e baixos (foram mais as decepções do que as alegrias). Um ténis descaracterizado, cheio de erros não forçados e um serviço por vezes inconsequente, causaram uma falta de motivação mais do que visível. No AO foi derrotada por S. Navarro (2ª r), enquanto na terra batida de Roland Garros teve como “carrasca” A. Szavay. Nem no seu GS (US Open) a norte-americana se safou, perdendo para K. Clijters na 4ª ronda. Uma temporada que não irá sentir saudades seguramente.

 

Principais feitos: Finais (2) - Dubai e Acapulco.

 
Maria Sharapova
Nº 14 ATP (31v-9d)

A mediática tenista russa esteve bem longe dos courts durante 2009. A recuperar de uma lesão no ombro, a tenista de 22 anos voltou à competição em Indian Wells (variante de pares), e mais tarde no WTA polaco de Varsóvia (já no quadro de singulares). Disputou 10 torneios ao longo de 2009, tendo “erguido” o caneco em Tokio (única celebração do ano). Poucos dias depois do seu retorno à competição, participou no torneio de RR, sendo vencida por D. Cibulkova nos quartos-de-final. Wimbledon (d. Dulko na 2ª ronda), e US Open (d. M. Oudin na 3ª eliminatória) também não deixarão saudades. Realce para a final em Toronto (d. Dementieva). Acabou a temporada na 14ª posição WTA, tendo condições em 2010 para voltar à ribalta.

 

Principais feitos: Títulos (1) - Tokio; Final (1) - Toronto.

 
Lista Completa

Ases

Roger Federer
Juan Martin Del Potro
Robin Soderling
Serena Williams
Svetlana Kuznetsova
Caroline Wozniacki
 
1º Serviço
Andy Murray
Andy Roddick
Fernando Verdasco
Nikolay Davydenko
Novak Djokovic
Kim Clijsters
Victoria Azarenka
Flavia Penneta
Elena Dementieva
 
2º Serviço
Rafael Nadal
Gilles Simon
Dinara Safina
Vera Zvonareva
J. W. Tsonga
 
Duplas-Faltas
James Blake
Jelena Jankovic
Ana Ivanovic
Venus Williams
Maria Sharapova
 
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