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Adeus
de Hénin e Guga |
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O mundo do ténis ficou
mais pobre no ano que agora finda, com dois fabulosos
jogadores a darem por terminadas as suas carreiras –
ainda que por diferentes razões. |
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Justine Hénin |
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14
de Maio de 2008 – esta foi uma data importante para o
ténis feminino.
Justine Hénin optou algo prematuramente – aos 26 anos –
colocar um ponto final na sua bem sucedida carreira de
tenista profissional. A tenista belga, detentora de 41
títulos em 133 torneios disputados, arrecadou nesta que
foi a sua última época, dois títulos – Sidney, no inicio
do ano e em Antuérpia, onde venceu a italiana K.Knapp.
A
pupila do argentino Carlos Rodriguez, conseguiu uma
carreira cheia de sucessos, rivalizando com as irmãs
Williams e algumas jogadoras russas – Maria Sharapova
principalmente – na primazia do ténis profissional
feminino da actualidade.
Justine Hénin jogou o seu primeiro evento da carreira
ITF, em 1996, em Espanha, tendo conseguido ultrapassar
uma ronda. Daí ao sucesso, foi um ápice – no ano
seguinte, triunfou em dois torneios de 10.000 dólares (Le
Tourquet, França, e na cidade belga de Koksijde).
A
jogadora belga, venceu sete torneios do grand slam –
Roland Garros (2003, 2005,2006 e 2007), US Open (2003 e
2007), e Open da Austrália (2004) – ficando sem vencer
na relva londrina de Wimbledon. Para além desses
troféus, venceu ainda o ouro Olímpico – Atenas 2004 –
bem como dois títulos do WTA Tour Championships,
realizados em Madrid (2006 e 2007). Venceu ainda dez
eventos Tier 1, bem como vinte e um torneios do WTA tour.
Arrecadou perto de vinte milhões dólares, tendo vencido
493 encontros, e saindo como derrotada por 107 ocasiões.
Perdeu ainda 16 finais – das quais 4 a contar para os
torneios do grand slam – Wimbledon (2001 e 2006), Open
Austrália (2006) e US Open (no mesmo ano).
Na
conferência de imprensa, em que revelou a sua retirada –
na cidade belga de Linelette – confessou também que a
sua decisão era definitiva; no entanto, já em Agosto, a
belga revelou que não poderia dizer nunca ao retorno ao
ténis profissional, pelo que veremos no futuro se a
decisão é temporária. Para já, a antiga nº 1 mundial,
fará um jogo de exibição em 2009 – provavelmente na
Dinamarca, frente a Caroline Wozniacki. A sua esquerda a
uma só mão, é já uma “saudade” no circuito feminino,
complementada por um jogo muito versátil e uma vontade
de vencer infinita. |
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Gustavo “Guga” Kuerten |
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“Guga”,
como é conhecido no circuito profissional, é já uma
saudade do ténis masculino. O jogador, natural de
Florianópolis, retirou-se com 32 anos devido a problemas
físicos (nomeadamente nas suas costas).
O
tenista brasileiro, não teve propriamente uma vida
fácil. Começou a jogar ténis com seis anos, em parte
devido a apoio paternal. O seu pai, era árbitro de
ténis, tendo falecido quando Kuerten tinha apenas oito
anos, curiosamente a arbitrar um jogo de juniores, na
cidade brasileira de Curitiba. Conheceu Larri Passos com
14 anos – ele que seria o seu treinador nos 15 anos
seguintes. “Guga” tornou-se profissional em 1995 (ele
que tinha outras duas paixões: o surf e o futebol).
Conseguiu como primeiro feito, ajudar o Brasil a chegar
ao grupo mundial, na Taça Davis – no ano de 1996. No ano
seguinte, sem estar entre os 50 jogadores do ranking ATP,
consegue vencer pela primeira vez Roland Garros.
Chegou
ao “apogeu” da sua carreira em 2000 (nº 1 mundial), e em
2001 (nº 2 ranking ATP), anos que venceu igualmente, na
terra batida de Paris – vencendo nesse mesmo ano,
jogadores como Pete Sampras ou Andre Agassi. No ano de
2002 enfrentou uma de duas cirurgias (algo que o afastou
dos “courts”, durante tempos bem consideráveis). O seu
jogo caracterizava-se com os seus fortes golpes do fundo
do court – com pouco top spin –, e com um serviço
eficiente e bastante potente. Em 2008, preparou uma
série de despedidas (ATP Costa de Suípe, Florianópolis,
Miami, Monte Carlo); no entanto o ponto alto foi em
pleno “Philippe Chatrier” – o imponente court central de
Roland Garros – que marcou a sua efectiva retirada.
Nesse mesmo encontro, perdeu com o francês Paul Henri
Mathieu (num encontro que utilizou aquela camisola azul
e amarela, fazendo lembrar os anos dourados do
brasileiro). O gaulês venceu em três sets, mas a
“estrela” do confronto foi o brasileiro, sendo a
despedida do público francês algo arrepiante. O jogador
venceu 20 títulos na sua carreira. Mais do que as suas
façanhas tenísticas – que não foram de menosprezar – a
sua generosidade, boa disposição, fazia do brasileiro um
jogador ímpar no circuito ATP. |
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Principais resultados:
Venceu em Roland Garros em 1997, 2000 e
2001; venceu a Masters Cup de Lisboa, em 2000.
Restantes títulos: Estugarda e Maiorca (1998), Monte
Carlo e Roma(1999); Santiado do Chile, Hamburgo,
Indianapolis (2000); Buenos Aires, Acapulco, Monte
Carlo, Estugarda e Cincinnati (2001); Costa do Suípe
(2002), Auckland e St.Petersburgo(2003); e, novamente,
Costa do Suípe (2004). |
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Texto:
Bruno Santos Fotos: AFP/Getty Images;
EsporteSite.com.br |
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