Luso Ténis
 

 

Radar do Ano 2008 - Internacional

 

Utilizando, como metáfora, terminologias da pancada de saída do ténis - o serviço -, é altura de avaliar de o desempenho dos nosso principais tenistas no ano que acabou conforme as expectativas que se tinha para cada um no início de 2007 e segundo o seu grau de progressão.

Para tal, serão utilizadas as terminologias Ases para distinguir um excelente ano, 1º Serviço para uma boa ou razoável época, 2º Serviço para uma temporada intermitente e Dupla-Falta para quem esteve aquém das expectativas.

Com consciência que as escolhas que se seguem para cada categoria são subjectivas, esta crónica não pretende ser "a" avaliação, mas sim mais "uma", segundo a perspectiva do seu autor, que reflicta sobre o ano que finda.

 

Ases | 1º Serviço | 2º Serviço | Duplas-Faltas

Lista Completa

 
 
Rafael Nadal
Nº 1 ATP

Ano absolutamente sensacional do jovem espanhol de 22 anos. Não se poderia pedir mais a "Rafa"! Não só reafirmou a sua superioridade na sua superfície preferida (terra batida - a excepção foi o Masters Cup de Roma), como ainda destronou o "rei" Federer, não só em Wimbledon como ainda no ranking ATP – 237 semanas depois de Roger ter ocupado o trono. O novo nº 1 mundial não fez por menos, tendo completamente aniquilado as hipóteses do Suíço em vencer em Roland Garros, em apenas três sets. Nadal, é um "felino" dentro dos courts, fazendo de cada ponto como se tratasse de um match-point. Quando se esperava uma desforra do suíço, no All England Club, eis que Nadal conseguiu vencer pela primeira vez na relva de Wimbledon. Em ano Olímpico, conseguiu também a medalha de ouro, à custa do chileno Fernando Gonzalez. A época só não foi perfeita para o espanhol dada a sua lesão já no final da temporada, no joelho esquerdo, que impossibilitou Nadal de erguer, em Mar del Plata, a sua segunda Taça Davis, como se viu privado de disputar a Masters Cup em Shanghai. Não começou o ano suficientemente forte, pois ficou pelas meias-finais em Melbourne (vs Tsonga), no Open da Austrália. Em Flushing Meadows, foi derrotado por Andy Murray também nas meias-finais.

 

Principais feitos: Vitórias em Roland Garros e Wimbledon (GS); Monte Carlo, Hamburgo e Toronto (MS); medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim; Número 1 mundial 2009.

 
Andy Murray
Nº 4 ATP

O escocês, de 21 anos, realizou uma época fantástica, conseguindo de certa forma se intrometer na luta tripartida dos grandes eventos – entre Nadal, Federer e Djokovic – como prova a sua final no US Open. O tenista dextro, natural de Dunblane evoluiu muito da época passada, para o ano 2008 – principalmente em termos mentais e físicos. O talento sempre lá esteve, no entanto esta temporada Murray surgiu bem mais confiante. Além de um jogo muito versátil, Murray detém uma esquerda a duas mãos de grande nível, a melhor do circuito. O actual nº 4 mundial, detém características no seu jogo que pode perfeitamente não só incomodar qualquer jogador do Top-10, como se pode intrometer na luta pelo "trono" mundial. Em termos qualitativos, a meia-final no US Open, frente a Rafael Nadal, retrata este jogador durante a temporada, na qual levou de vencida dois torneios da série Masters, como chegou à sua primeira final de um torneio do Grand Slam.

 

Principais feitos: Vitórias em Cincinnati e Madrid (MS), Doha, Marselha, St. Petersburgo(ATP); finalista no US Open

 

Novak Djokovic
Nº 3 ATP

O ano de confirmação de "Nole"! O sérvio fez uma temporada excelente - não obstante ter feito uma temporada algo irregular, entre a terra batida europeia e o US Open. Com um jogo muito versátil, Novak Djokovic precisa essencialmente de melhorar na terra batida, onde não se sente tão confortável. Começou a época em grande forma, vencendo o seu primeiro Grand Slam da sua carreira – Open da Austrália -, onde venceu R. Federer nas meias-finais, e na grande final, o surpreendente Jo-Winfread Tsonga. O ano que tem pela frente, será muito importante dada a ambição (legítima de chegar a nº 1 mundial). Precisa de acalmar a sua personalidade, chegando a ser um pouco ridículo no "US Open"- já não chegava as suas exageradas imitações, que são exibidas em inúmeros vídeos no You Tube, sobre os seus companheiros de profissão – como ainda enfrentou o público norte-americano em pleno Arthur Ashe ("só" o maior court de ténis do mundo). Venceu ainda de forma meritória, pela primeira vez a Masters Cup de Shanghai – frente a N. Davydenko – tirando também partido da ausência de Rafael Nadal, e da prestação menos conseguida de Roger Federer.

 

Principais feitos: Open Austrália (GS); Indian Wells, Roma (MS), Shanghai (Masters Cup)

 

Jelena Jankovic
Nº 1
WTA

A nova número um mundial! Quanto mais não seja, por esse facto, já tinha o nosso realce. Num ano marcado pela retirada inesperada da nº 1 mundial - Justine Hénin -, o circuito ficou mais pobre… por outro lado mais competitivo. Jankovic fez da sua regularidade um dos seus grandes trunfos; não è uma jogadora tão mediática como a sua compatriota Ana Ivanovic ou Maria Sharapova, mas è uma jogadora muito apreciada pelos fãs. Foi das jogadoras que mais torneios participou (22), só batida pela "emergente" Vera Zvonareva, que jogou 25 eventos WTA, esta temporada. A sérvia possui um ténis todo o terreno, detendo um poderio quer físico quer mental, que lhe permite enfrentar qualquer adversária. Desfruta de uma esquerda a duas mãos sem paralelo no circuito feminino, sendo o seu jogo de pés impressionante. È a primeira nº 1 mundial, que não detém qualquer título do Grand Slam – esteve muito perto de o conseguir, frente a Serena Williams, na final do US Open - sendo certamente o seu grande objectivo para a nova temporada.

 

Principais feitos: Vitórias em Roma e Moscovo (Tier 1), Pequim e Estugarda (Tier 2), chegando ainda a duas finais (US Open e o T1 de Miami).

 

Serena Williams
Nº 2
WTA

Já sabemos que as irmãs Williams, não são porventura as jogadoras que mais competem no circuito WTA – no entanto Serena fez uma grande temporada, tendo participado em apenas 13 torneios do circuito profissional. Conseguiu resultados de grande qualidade, tendo participado em duas finais do Grand Slam – Wimbledon que perdeu para a sua irmã Venus – como no "seu" US Open, onde conseguiu o seu terceiro título – depois de 1999 e 2002. A mais nova das irmãs Williams, conseguiu exibições de grande nível, nomeadamente na final disputada no All England Club – ficou um pouco ofuscada pela final masculina – mas teve uma qualidade extraordinária. Considerada a melhor jogadora do circuito, no que diz respeito ao seu "poderoso" serviço, Serena não deu qualquer hipótese a Jankovic em Nova Iorque, numa final que praticamente não cometeu os seus tão famosos erros não forçados – situação que se verificou ao longo dos seus encontros em Flushing Meadows. Nos dois Grand Slams restantes, Austrália e Roland Garros, obteve resultados discretos (em Melbourne, ficou-se nos quartos de final frente a Jankovic), em Roland Garros (3ª ronda frente a K. Srbotnik).

 

Principais feitos: Vitórias no US Open (GS), Miami, Charleston (T1) e Bandalore (T2), medalha ouro nas Olimpíadas, na variante de pares, ao lado da sua irmã, Venus; finalista em Wimbledon.

 

Elena Dementieva
Nº 4
WTA

Numa época particularmente equilibrada, os critérios são ainda mais subjectivos – para fazer um exercício deste tipo – no entanto a russa para nós, justifica um destaque bem sublinhado dada a consistência que apresentou durante a época. Tal como outras jogadoras russas, Dementieva detém um talento inquestionável, falhando muitas das vezes no plano mental. Esta época no entanto, a jogadora natural de Moscovo mostrou-se bem mais equilibrada, conseguindo resultados globalmente bem positivos. No resultado mais importante da época, venceu as Olimpíadas de Pequim frente à sua compatriota Dinara Safina (torneio no qual as russas dominaram completamente arrebatando as três medalhas). Além disso, nos torneios do Grand Slam chegou a duas meias-finais ( Wimbledon e US Open), aos quartos de final em Roland Garros, e ficou pela 4ª ronda no Open da Austrália, frente a Maria Sharapova.

 

Principais feitos: Vitórias em Dubai(T1) e Luxemburgo(T2); medalha de ouro nas olimpíadas de Pequim.

 
 
Jo-Winfred Tsonga
Nº 6
ATP

Um dos grandes animadores da época que agora finda. Tsonga foi um jogador peculiar, ao longo da temporada. Começou 2008, com um inesquecível Open da Austrália, vencendo em encontros fabulosos R. Gasquet, M. Youzny e Rafael Nadal, antes de não resistir ao sérvio Novak Djokovic , na grande final. Em todo o caso, conseguiu um torneio fabuloso, aplicando toda a sua imponência física no seu ténis agressivo, parecendo em determinados momentos, algo imbatível – que o diga o actual nº 1 mundial "Rafa" Nadal, que perdeu com o francês por três sets apenas – 6/2, 6/3 e 6/2.Depois esteve um pouco discreto, em função também de uma arreliadora lesão – voltando no final da temporada, num óptimo momento de forma (vingando-se de "Nole" – como é conhecido Djokovic no circuito – no ATP de Bangkok), e ainda apurando-se para a Masters Cup de Shanghai, depois de uma enorme conquista, no masters series de Paris. A forma como Tsonga fechou a final em Paris, è sintomática da sua vontade: com 0/40 no seu serviço, perante D. Nalbandian, e 5/4 no terceiro set – a seu favor -, o Francês deu a volta ao marcador, arriscando tudo quer no seu serviço, quer nos seus poderosos volleys. Se não tiver lesões de maior – ao contrário do que tem sucedido – será certamente um jogador a seguir na temporada vindoura.

 

Principais feitos: Venceu em Paris(MS), Bangkok(ATP), finalista (Open Austrália)

 
Gilles Simon
Nº 7 ATP

Mais um Francês a protagonizar uma época, de grande nível, constituindo com o seu compatriota Tsonga e Del Potro as grandes sensações do ano. Acabou a temporada, na 7ª posição do ranking, participando pela primeira vez na Masters Cup – onde chegou às meias-finais – e perdeu para Novak Djokovic. O Francês natural de Nice, conseguiu ao longo do ano, três triunfos ATP mas foi em Madrid, que deu nas vistas. Numa semana venceu consecutivamente, Andreev, Blake, Ginepri, Karlovic e Rafael Nadal, o que diz bem da excelência do jogo do Gaulês. O jovem de 23 anos que começou a temporada no 30º ATP, teve uma passagem pelo Estoril Open , algo inglória – ficando pela 2ª ronda, no seu encontro face a F.Cippola – devido a problemas físicos, abandonando no fim do 2º set. Foi dos poucos jogadores do circuito, que conseguiu vencer os "três" monstros do circuito actual: Nadal (Madrid), Federer (Masters Cup Shanghai e Toronto), e N. Djokovic (ATP de Marselha), na época que agora termina. Pode em determinados momentos, vencer qualquer jogador do circuito. Detém um jogo do fundo de court, muito imprevisível recorrendo com facilidade a passing-shots, quer na sua direita, quer na sua esquerda a duas mãos, complementando com um ágil jogo de pés.

 

Principais feitos: Vitórias em Casablanca, Indianápolis e Bucareste ; finalista no Masters Series de Madrid.

 
Juan Martin Del Poltro
Nº 9
ATP

O pupilo do antigo finalista do Estoril Open, Franco Davin, protagonizou uma surpreendente época, principalmente em termos exibicionais, vencendo quatro títulos ATP. Del Potro, um dos gigantes do circuito ATP - com o seu 1,98 m - foi dos jogadores mais regulares ao longo da época. Depois de um inicio de época muito discreto, o jovem de 20 anos natural de Tandil na Argentina, conseguiu uma segunda parte da temporada excelente, principalmente depois de Roland Garros. Se até Junho, Del Potro apenas conseguiu chegar aos quartos de final em Munique, a partir daí conseguiu uma regularidade incrível, nomeadamente nos torneios de preparação do US Open; torneio no qual apenas foi parado por Andy Murray nos quartos de final, já depois de ter vencido o gaulês Gilles Simon, num encontro muito interessante de seguir. Detém um serviço muito bom, fazendo da sua capacidade física e mental, aliados importantes à sua eficaz direita.

 

Principais feitos: Vitórias em Estugarda, Kitzbuhrel, Los Angeles e Washington

 
Nikolay Davydenko
Nº 5
ATP

Davydenko conseguiu uma época muito boa. Venceu três torneios ATP – um da série Masters (Miami), para além de dois torneios de menor nomeada do circuito. Não se pode dizer, que o russo de 27 anos tenha conseguido uma época fabulosa - no entanto venceu o carismático torneio na Florida, arrecadando um dos troféus mais prestigiados do ténis actual - vencendo nos derradeiros encontros, Andy Roddick (meias-finais) e Rafael Nadal (final). Praticamente de seguida, viajou até ao nosso país, onde disputou o Estoril Open (conseguindo chegar à final frente a Federer ). Nesse confronto decisivo acabou por desistir, em virtude de uma lesão no joelho. Igualmente na terra batida de Monte Carlo, chegou ao encontro decisivo, não dando qualquer hipótese frente a Rafael Nadal. Esteve muito discreto nas Olímpiadas, como no US Open, conseguindo ainda assim uma recta final do ano em grande forma (meia-final em Paris, chegando à final do Masters Cup de Shanghai) – torneio no qual proporcionou grandes espectáculos nomeadamente frente a Tsonga e Murray. Quando em condições físicas ideais, o russo è tremendo, colocando muitas das vezes os seus adversários, em grande pressão com as suas variadas pancadas de direita.

 

Principais feitos: Vitórias em Miami (MS), Poertschach e Varsóvia

 
Venus Williams
Nº 6 WTA

Venus Williams -apesar dos seus 28 anos - mostrou na temporada que agora finda ter ainda muito para dar ao ténis mundial. A sua rivalidade com Serena, è algo que está a valorizar o ténis feminino, num duelo em que nenhuma das jogadoras leva a melhor – nove encontros para cada uma delas. Venus protagonizou em Wimbledon, uma final fabulosa vencendo a sua arqui-rival gémea num encontro tacticamente bem jogado, com incerteza na vencedora da final – ao contrário de outros encontros entre elas, que ficou marcado pelo excesso de nervos. Novo confronto, deu-se no Grand Slam seguinte – em Flushing Meadows – mas aí a sua irmã, conseguiu a "desforra". Nos outros torneios do Grand Slam, a norte-americana não conseguiu passar dos quartos-de-final (Austrália frente a Ivanovic), e em Roland Garros, ficou-se pela 3ª ronda(vs Flavia Penneta).

 

Principais feitos: Vitórias em Wimbledon (GS), Doha(T1) e Zurique(T2).

 
Ana Ivanovic
Nº 5
WTA

Caso este balanço contemplasse apenas os primeiros seis meses do ano, Ana Ivanovic seria uma das grandes figuras do ano. Uma das mais mediáticas jogadoras do circuito WTA – até pelos seus dotes físicos – a jovem sérvia de 21 anos, exibiu-se numa forma tremenda. Ana, que se preocupou na pré-temporada em fazer trabalho específico com o seu preparador físico Scott Barnes, melhorou objectivamente a sua mobilidade no court, ganhando imenso com isso. Depois de ter vencido, Venus Williams em Melbourne - nos quartos de final do Open da Austrália – a sérvia acreditou que poderia vencer o primeiro Grand Slam da época, não conseguindo vencer na final, Ana Sharapova. A partir daí venceu em Indian Wells, que acabou por ser uma espécie de aperitivo, para aquilo que iria conseguir fazer, em Roland Garros. Na cidade luz, a jovem dextro conseguiu levar de vencida, uma das boas jogadoras do ano – Dinara Safina. Porém a partir daí, Ivanovic – que esteve algumas semanas, como nº 1 mundial – esteve uns furos abaixo das suas potencialidades, somando a duas lesões que a impediram de participar em alguns torneios, nomeadamente nos Jogos Olímpicos. Voltou a uma forma bem razoável, no fim do ano, vencendo o torneio austríaco de Linz.

 

Principais feitos: Vitórias em Roland Garros (GS), Indian Wells (T1) e Linz (T2); finalista no Open da Austrália.

 
Vera Zvonareva
Nº 7 WTA

A russa de 24 anos, conseguiu finalmente firmar o seu talento no circuito WTA. Começando a época, como 23ªranking WTA, Vera obteve resultados muito bons ao longo do ano. Porém, corre sérios riscos de ser mais uma jogadora russa, a falhar nos grandes momentos, como comprovam as seis finais perdidas da temporada (três dos quais T1 – Doha, Charleston e Moscovo), para além da sua grande final da temporada: a Masters Cup em Doha. Além disso, conseguiu a desejada medalha nas Olimpíadas – neste caso, a medalha de bronze depois de ter vencido, a chinesa Li Na. Terá um ano de 2009, muito importante nas suas ambições, e numa fase do circuito feminino, em que o equilíbrio é a nota dominante, a regularidade a manter-se por parte da russa poderá ser um aliado, para o assalto a nº 1 mundial. Porque não?

 

Principais feitos: Vitórias em Praga (T4) e Guangzhou (T3); finalista em Doha, Charleston, Moscovo, Linz; medalha bronze nas Olimpíadas de Pequim.

 
Maria Sharapova
Nº 7 WTA

A russa mais "americana" do ténis mundial, começou o ano de 2008 numa forma fantástica (não só venceu o Open da Austrália como fez um parcial de 27/3 até Roland Garros). Pelo meio, venceu mais dois títulos – Doha (T1) frente a Vera Zvonareva e em Amelia Island face a D.Cibulkova. Com 19 títulos no seu curriculum, Sharapova contribuiu ainda para a vitória do seu país natal, a Rússia, em território Israelita, a contar para a 1ª ronda da edição 2008 da Fed cup. As derrotas sofridas foram frente a adversárias de peso – Kuznetsova(1/2 Indian Wells), Serena Williams(1/4 de Charleston) e Jankovic (1/2 do tier 1 de Roma). A partir daí apenas participou em três torneios ( Roland Garros – caiu aos pés de D.Safina nos ¼) , em Wimbledon ( frente à desconhecida compatriota, Alla Kudryavtseva), e finalmente em Montreal, com a japonesa Ai Sugiyama. Em todo o caso, uma temporada que ficou marcada por um arranque inacreditável, com um ténis poderosíssimo – em alguns encontros passeou a sua classe frente às suas adversárias, como Jelena Jankovic nas meias-finais do Open da Austrália. Esteve momentaneamente como nº 1 mundial, depois uma semana de Hénin se retirar, perdendo poucas semanas depois essa posição para Ana Ivanovic. Esteve o resto da época ausente devido a uma lesão no ombro direito, lesão essa que está a recuperar bem (esperando-se que defenda o seu título em Melbourne, já em Janeiro, nas melhores condições físicas.

 

Principais feitos: Vitórias no Open da Austrália (GS), Doha (T1) e Amelia Island (T2).

 
Caroline Wozniacki
Nº 12 WTA

Apontada por muitos como uma certeza do ténis mundial – em paralelo com a "nossa" Michelle de Brito – Caroline Wozniacki em dois anos subiu mais de 200 lugares, no ranking WTA. Em 2006 acabou a época como nº 237 do mundo, na época seguinte já bem dentro do Top-100 (nº 64), para na presente época terminar às portas do top-10 (nº 12). A jovem dinamarquesa de 18 anos, venceu três torneios do circuito WTA, ficando ainda às portas das últimas rondas nos grandes torneios da época. Nos Grand Slams , curiosamente foi batida por duas vezes, pelas duas melhores jogadoras sérvias do momento (Ivanovic – na Austrália e Roland Garros), e (Jankovic na relva de Wimbledon, e no US Open). Terminou com as aspirações da lusa Michelle de Brito, no torneio de Memphis nos Estados Unidos (T3).Irá certamente procurar em 2008, subir mais um "degrau" na sua carreira profissional – tentando entrar no top-10. Uma jogadora certamente a seguir, até pela sua polivalência.

 

Principais feitos: Vitórias Estocolmo(T4), New Haven (T2) e Tokio (T3)

 
Dinara Safina
Nº 3 WTA

Grande época para Dinara Safina! E só não a colocamos no topo deste balanço (Ases), porque a russa falhou nos grandes momentos da época, não só nos Grands Slams, como nos Jogos olímpicos de Pequim – no WTA Championship, em Doha, ficou pela fase "round robin". No entanto, a irmã de Marat Safin demonstrou estar bem activa, esperando-se muito dela, na época de 2009. Independentemente dos títulos conseguidos, Dinara esteve muito bem durante a época, realçando-se a sua vitória no torneio germânico – Berlim – vencendo a sua compatriota Elena Dementieva. Na grande final da época, que participou (Roland Garros), esteve uns furos abaixo do seu potencial, perdendo para Ana Ivanovic – não retirando o mérito à Sérvia que jogou muito bem, Safina esteve um pouco nervosa face à sua primeira final de um torneio do Grand Slam. Tem uma garra incrível, jogando com muito coração; detém uma direita muito eficaz; é uma jogadora que normalmente comete poucos erros não forçados, o que obriga as suas adversárias a estarem ao seu melhor nível.

 

Principais feitos: Vitórias em Berlim, Montreal e Tóquio (todos T1), Los Angeles (T2); finalista em Roland Garros e medalha de bronze em Beijing, nos Jogos Olímpicos.

 
 
Roger Federer
Nº 2
ATP

Para um jogador vulgar, e mesmo do top-20, que vence quatro torneios – um dos quais o US Open – e chega ainda a quatro finais (incluindo Wimbledon e Roland Garros), para além de uma medalha de ouro, no torneio de pares (fazendo parceria com o seu compatriota S.Wawrinka) nas Olímpiadas de Pequim, seria certamente um ano excepcional. No entanto, estamos a falar muito provavelmente do jogador mais completo de todos os tempos. No que fica da época presente, marcada logo de inicio com uma doença algo estranha – conhecida como a doença do beijo – Federer mostrou que afinal é "humano". Depois de 237 semanas consecutivas, como o nº 1 mundial, o suíço cedeu a "coroa" a Rafael Nadal. Ao longo do ano, alternou bons momentos com outros menos bons – o que não terá sido alheia a doença, que o limitou – no entanto protagonizou em conjunto com "Rafa", duas finais incríveis: para o bem, e para o mal (primeiro com a final de Roland Garros, em que foi literalmente atropelado; depois com aquela final épica, intensíssima de Wimbledon. Será um 2009, em que tentará afastar de si, o fantasma que o arrelia no momento chamado Rafael Nadal.

 

Principais feitos: Vitórias no US Open (GS), Estoril, Halle e Basileia; finalista em Monte Carlo, Hamburgo, Roland Garros e Wimbledon; medalha de ouro, em parceria com S.Wawrinka, nas olimpíadas de Pequim.

 
Fernando Gonzalez
Nº 15 ATP

O chileno de 28 anos, protagonizou uma época intermitente, não defendendo totalmente os seus pergaminhos no circuito; salvou literalmente a época com a chegada à final do desejado torneio olímpico, perdendo para o espanhol e actual nº 1 mundial, Rafael Nadal. O chileno que já esteve na 5ª posição do ranking mundial, em Janeiro de 2007 venceu dois torneios – um deles no seu país natal ( Viña del Mar), e também na capital germânica (Munique)- dois eventos em terra batida. O pupilo de Larry Stefanki, que detém no seu curriculum 10 títulos ATP esteve muito discreto, nomeadamente nos torneios do Grand Slam (Open da Austrália nos 1/32 avos de final, em Roland Garros nos ¼, onde perdeu para Federer) ; nos restantes dois torneios - em Wimbledon e US Open – ficou pela 2ª ronda, e dezasseis avos de final, respectivamente.

 

Principais feitos: Vitórias em Viña del Mar e Munique; medalha de prata no torneio olímpico de Pequim.

 
Ivo Karlovic
Nº 26 AT
P

O gigante croata de 2,08 m, pareceu em dada altura ter um ténis muito desconfortável para qualquer adversário. Sabemos como a importância de um primeiro serviço, hoje no ténis moderno é importantíssimo – que o diga A.Roddick que chegou a nº 1 mundial, muito graças a essa pancada – no entanto "Ivo", tem um enorme handicap. Não servindo em excelentes condições permite aos seus adversários, principalmente aqueles que se defendem muito bem, esgrimir outras potencialidades, que o croata definitivamente não tem. O jogador que esteve no "nosso" Estoril open, perdeu com Rui Machado, logo na 1ª ronda, ainda que se tenha retirado, numa altura que perdia com o jovem luso por 4/6 e 0/1. No ano que conseguiu vencer Federer, nos 1/8 de final do Masters Series de Cincinnati, o croata ergueu o troféu de Nottingham, vencendo na final o espanhol Fernando Verdasco. Esteve às portas do top ten, em Agosto (14º), caindo no entanto para a 26ºlugar do ranking no final do ano. Pode fazer bem melhor. 

 

Principais feitos: Vitória em Nottingam; semi-finalista em Cincinnati (MS) e Roterdão.

 
Fernando Verdasco
Nº 16 ATP

O espanhol de 25 anos natural de Madrid, concluiu um ano algo irregular. O jogador esquerdino, salvou a época ajudando o seu país a vencer pela terceira vez a Taça Davis. Foi decisivo - vencendo no quarto encontro da final, o argentino Jose Acasuso - num encontro em que esgrimiu argumentos, com um jogador – tal como ele – mais adaptado a superfícies mais lentas do que a carpete de Mar del Plata. Individualmente falando, Verdasco venceu o seu segundo troféu da carreira – erguendo o "caneco" de Umag, frente ao russo, Igor Andreev. O mesmo jogador que terminou com as suas aspirações na 3ª ronda do US Open, torneio no qual teve muitas dificuldades para vencer o nosso Rui Machado, em cinco longos sets, na ronda anterior. Semanas antes esteve mesmo às portas do top ten (11º ATP), descendo no entanto até ao final da época para um razoável 16º lugar. Principalmente em terra batida, o espanhol poderá fazer bem melhor. No "seu" Grand Slam favorito (Roland Garros), perdeu com o imbatível Rafael Nadal.

 

Principais feitos: Vitória em Umag; finalista na relva de Nottingham.

 
Agnieska Radwanska
Nº 10 WTA

A polaca de 19 anos, vem subindo lentamente na hierarquia mundial, e se é verdade que tem conseguido alguns resultados meritórios, também é verdade que nos momentos mais importantes, não consegue dar um passo decisivo, na ascensão da sua carreira. Venceu três torneios – de menor nomeada – num total de quatro títulos que detém até agora no circuito (Pattaya, Istambul e na relva de Eastbourne. Tem potencial, para ir mais além (comparada há bem pouco tempo, com jogadoras no top actual como Ana Ivanovic ou Jelena Jankovic , a polaca terá uma época certamente importante na consolidação da sua carreira. Para além das três vitórias, conseguiu pela primeira vez no mesmo ano, duas aparições nos quartos de final, de dois Grand Slams – Austrália e Wimbledon.

 

Principais feitos: Vitória em Eastbourne(T2), Istambul (T3) e Pattaya (T4).

 
Nadia Petrova
Nº 11 WTA

Um talento russo, sucessivamente adiado. Petrova tem um talento inegável, no entanto inclui-se naquelas jogadoras russas, que são capazes do melhor como do pior. A russa de 26 anos venceu, é verdade, três eventos da época, no entanto não consegue superar-se nos momentos decisivos. A tenista que utiliza muito a direita a duas mãos, é capaz de fazer bem melhor. Divide-se entre a competição individual e os torneios de pares, situação que porventura poderá prejudicá-la em determinados momentos da carreira. Nos torneios do Grand Slam, oscilou entre a 3ª ronda em Roland Garros, e os quartos de final em Wimbledon. Em Melbourne e US Open conseguiu a 4ª e a 3ª ronda respectivamente.

 

Principais feitos: Vitórias em Cincinnati e Quebbec City (Tier 3).

 
Maria Kirilenko
Nº 29 WTA

A jovem de 21 anos, é capaz de melhores exibições, do que exibiu na presente temporada. Ainda assim, venceu três eventos dos quais o Estoril Open. A prova disso até se sublinha, com a regularidade que apresenta – terminou pelo quarto ano consecutivo, dentro do Top 30, pese embora a sua juventude. Nos torneios do Grand Slam, esteve muito discreta. No Open da Austrália ficou pelos dezasseis avos de final, não conseguindo sequer passar da segunda ronda em Roland Garros. Em Wimbledon e US Open, não passou da 1ª ronda. Venceu o Estoril Open na final, a uma das novas coqueluches do circuito feminino – a checa Iveta Benesova( nº 43 do circuito WTA).Enfrentará um ano importante, na obtenção dos seus objectivos na sua curta carreira.

 

Principais feitos: Estoril, Bardelona e Seoul (Tier 4).

 
Svetlana Kuznetsova
Nº 8 WTA

Não será assim tão devastadora a temporada de Kuznetsova, no entanto é impressionante as finais perdidas pela jogadora russa, que durante a época optou por se mudar do centro de treinos de Barcelona para Moscovo. A russa radicada em Monte Carlo, não conseguiu qualquer título, num ano que perdeu nada mais, nada menos, do que cinco finais. Nos torneios do Grand Slam, o melhor resultado que conseguiu, foi a meia-final em Roland Garros (perdeu para D.Safina). Em Wimbledon, chegou à 4ª ronda perdendo para A.Radwanska, enquanto nas outras duas etapas perdeu na 3ª ronda (primeiro em Melbourne – também com Radwanska), depois no US Open – frente à eslovena K.Srebotnik. Kuznetsova que ostenta um torneio do Grand Slam (US Open de 2004) - tem um palmarés incrível, vencendo apenas nove finais das vinte e seis disputadas. A jogadora russa abandonou a academia de ténis de Sanchez Casal (para trabalhar com a treinadora Olga Morozova), talvez uma forma de mudar os seus hábitos - com o intuito, certamente, de melhorar algo na já sua meritória carreira.

 

Principais feitos: Finalista em Indian Wells e Tokio(T1), Sidney, Dubai e Pequim(eventos Tier 2).

 
 
Andy Roddick
Nº 8 ATP

Pete Sampras em Londres, declarou há dias, que o ténis norte-americano vai passar por um mau bocado; essa situação é uma espécie de reflexo da carreira de Andy Roddick no ano de 2008. O norte-americano que na sua carreira detém 26 títulos – um deles do Grand Slam (US Open ), realizou uma época decepcionante. Ainda que tenha vencido três torneios na época finda, é muito pouco para um jogador como Roddick, que ambiciona outro tipo de objectivos. O jogador norte-americano ainda que tenha conseguido uma semana bem interessante no Dubai, onde venceu a final frente ao espanhol Feliciano Lopez, falhou em todos os momentos importantes da época. Nos torneios de Grand Slam, o melhor que conseguiu foi nos Estados Unidos, onde perdeu nos quartos de final, frente a N. Djokovic. Devido a um problema físico, não participou em Roland Garros. Nos restantes "majors" ficou pela 3ª ronda em Melbourne (vs P. Kohlschreiber), e em Wimbledon foi eliminado na 2ª ronda pelo croata M. Cilic. Apesar da sua vitória em Dubai, passa por uma crise de confiança. Como será 2009?

 

Principais feitos: Vitórias em San José, Dubai e Beijing

 
James Blake
Nº 10 ATP

Mais um norte-americano a passar por um mau bocado na carreira; James Blake, um jogador com condições de estar no top 5, protagonizou uma temporada decepcionante tendo chegado apenas a duas finais. Curiosamente, Blake perdeu para dois jogadores a "espreitar" as suas oportunidades no mundo do ténis -o japonês Kei Nishikori em Delray Beach-, e para o espanhol M.Granollers, num evento também a contar para o 'US events': Houston. Nas Olimpíadas, conseguiu de forma meritória vencer Roger Federer, perdendo no entanto a medalha de bronze para o sérvio Novak Djokovic. O jogador de 29 anos, residente em Nova Iorque esteve bastante discreto nos grandes eventos: o melhor que conseguiu foi os quartos de final no Open da Austrália (perdeu para Roger Federer); Enquanto no US open foi vencido pelo seu compatriota Mardy Fish na 3ª ronda, em Roland Garros e Wimbledon perdeu frente a E.Gulbis e R.Schuettler na 2ª eliminatória.

 

Principais feitos: finalista em Houston e Delray Beach.

 
Mikhail Youzhny
Nº 32
ATP

O jogador russo de 26 anos começou a época no top-10 (nº 8 mundial), no entanto realizou uma época uns furos abaixo do seu talento natural. O jogador que já venceu quatro títulos no circuito ATP, começou curiosamente bem com o torneio de Chennai, onde venceu na final o actual nº1 mundial, Rafael Nadal. No entanto a partir daí esteve muito mal, não conseguindo resultados ao seu nível. O melhor que ainda assim conseguiu, foram os quartos de final em Melbourne – onde viria a ser derrotado pelo futuro finalista (Jo-W.Tsonga). Nos outros torneios do Grand Slam Youzny, foi logo eliminado na 1ª ronda face a J.Hernych, enquanto na terra batida de Paris não conseguiu vencer o espanhol F.Verdasco na 3ª ronda. Por fim Rafael Nadal foi o seu carrasco na relva londrina de Wimbledon.

 

Principais feitos: Vitória em Chennai.

 
Richard Gasquet
Nº 25 ATP

O ano de 2008 não correspondeu certamente às ambições do francês, que os críticos apontavam como uma figura importante do circuito ATP. O jovem de 22 anos, ainda irá a tempo de dar razão aos especialistas, no entanto está a tardar o seu aparecimento. Começou a época que agora finda, na 7ª posição do ranking, no entanto caiu para a 25ª posição da hierarquia mundial, em função de uma época completamente decepcionante. Chegou a uma única final, do evento ATP de Estugarda, onde foi derrotado por Juan Martin Del Potro. O francês que reside em Neuchatel – na Suíça – ostenta cinco títulos na sua carreira, sendo todos eventos de menor nomeada no ténis mundial, o último dos quais em Mumbai, no ano de 2007.

 

Principais feitos: Finalista em Estugarda.

 
Justine Hénin
Retirada

Justine Hénin não se encontrava, certamente, nesta rubrica como uma das jogadoras mais decepcionantes da época caso não se retirasse do circuito. No entanto, contribuiu um pouco para um vazio que ficou necessariamente no circuito feminino. Pese embora a qualidade de algumas jovens – algumas delas aqui abordadas – a sua rivalidade com as irmãs Williams era qualquer coisa fascinante no circuito WTA. Aquela esquerda de Hénin, era qualquer coisa de especial. A tenista de 26 anos, ainda assim venceu dois torneios no ano que se despediu – veremos se definitivamente – primeiro em Sidney (vs Kuznetsova), e depois no torneio flamengo de Antuérpia( frente à italiana K.Knapp). A jogadora que ficará na história, como a primeira tenista a retirar-se como nº 1 mundial, jogou apenas seis torneios, sendo um deles o Open da Austrália, onde foi basicamente "atropelada" pela russa Maria Sharapova. Retirou-se com o impressionante número de 41 títulos – sete Grand Slams, sendo três deles consecutivos na terra batida de Roland Garros.

 

Principais feitos: em Sidney e Antuérpia (ambos da categoria Tier 2).

 
Anna Chakvetadze
Nº 18 WTA

Mas que fraca a época de Chakvetadze. Depois de ter acabado a época de 2007, na 6ª posição da tabela WTA – a jogadora russa acabou a época, com um troféu conquistado: no "indoor" de Paris. No entanto, face às exibições passadas é muito pouco para uma jogadora, com algum estatuto no circuito feminino. Venceu em Paris, a jovem húngara Agnes Szavay, numa temporada claramente abaixo das suas potencialidades. Além do triunfo de Paris, a russa natural de Moscovo conseguiu "apenas" o apuramento para as meias-finais de Roma, onde foi vencida por Alize Cornet. Nos torneios do Grand Slam, decepcionou também, chegando à 4ª ronda em Wimbledon – onde perdeu também com a decepcionante Nicole Vaidisova. No Arthur Ashe de Nova Iorque, a antiga nº 6 mundial, perdeu com E. Makarova. Kirilenko (3ªronda) e K.Kanepi(2ª) foram as suas "carrascas" em Melbourne e Roland Garros respectivamente. Uma época diferente, ambiciona seguramente a russa.

 

Principais feitos: Vitória em Paris (Tier 2).

 

Texto e escolhas: Bruno Santos

 
Lista Completa

Ases

Rafael Nadal
Andy Murray
Novak Djokovic
Jelena Jankovic
Serena Williams
Elena Dementieva
 
1º Serviço
Jo-Winfred Tsonga
Gilles Simon
Juan Martin Del Potro
Nikolay Davidenko
Venus Williams
Ana Ivanovic
Vera Zvonareva
Maria Sharapova
Caroline Wozniacki
Dinara Safina
 
2º Serviço
Roger Federer
Fernando Gonzalez
Ivo Karlovic
Fernando Verdasco
Agnieska Radwanska
Nadia Petrova
Svetlana Kuznetsova
 
Duplas-Faltas
Andy Roddick
James Blake
Mikhail Youzhny
Richard Gasquet
Justine Hénin
Anna Chakvetadze