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Radar
do Ano 2008 - Nacional |
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Utilizando, como metáfora, terminologias da pancada de
saída do ténis - o serviço -, é altura de avaliar de o
desempenho dos nosso principais tenistas no ano que
acabou conforme as expectativas que se tinha para cada
um no início de 2008 e segundo o seu grau de progressão.
Para
tal, serão utilizadas as terminologias Ases para
distinguir um excelente ano, 1º Serviço para uma
boa ou razoável época, 2º Serviço para uma
temporada intermitente e Dupla-Falta para quem esteve
aquém das expectativas.
Com
consciência que as escolhas que se seguem para cada
categoria são subjectivas, esta crónica não pretende ser
"a" avaliação, mas sim mais "uma", segundo a perspectiva
do seu autor, que reflicta sobre o ano que finda. Todas
as escolhas são efectuadas segundo uma gestão de
expectativas geradas não só no início de 2008 mas também
ao longo da temporada. |
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Ases
| 1º
Serviço |
2º Serviço |
Duplas-Faltas |
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Lista
Completa |
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Michelle Brito
Já colocada nesta
categoria em 2007, Michelle Brito confirmou em 2008
todas as promessas que tinha feito no ano anterior.
Tendo apenas disputado 13 eventos (11 deles do circuito
WTA) dadas as restrições impostas pela WTA às jovens
jogadoras, Michelle voltou a concretizar alguns
brilharetes, nomeadamente a presença na 3ª ronda no Tier
I de Miami (para muitos o torneio mais importante
imediatamente a seguir aos 4 Grand Slams), tendo batido
na altura a top 20 Agnieska Radwanska, em mais uma
emocionante batalha. Na temporada de Verão nos
hardcourts norte-americanos apresentou-se em alta, com
uma série de excelentes resultados. A temporada europeia
(entre o Estoril Open e a qualificação para Wimbledon)
foi a fase mais negativa, na qual não conquistou
qualquer vitória. Em Julho deste ano, Michelle assumiu a
liderança nacional, ultrapassando Neuza Silva que
dominou as hostes lusas durante mais de um ano,
concretizando assim a previsão expressa na análise do
Luso Ténis do 1º semestre de 2008. Mais tarde, Michelle
superou mesmo a anterior marca de Frederica Piedade
(142ª WTA) e tornou-se a melhor lusa de sempre (119ª).
Relativamente a 2007, Michelle triplicou a sua pontuação
e escalou perto de 200 posições na tabela WTA, ficando
instalada no top 130 mundial.
Para
2009 espera-se uma temporada ainda melhor para a jovem
lusa, que poderá disputar mais torneios e assim entrar
pela primeira vez no top 100 WTA. Será também curioso
ver como se sai na temporada de terra batida e relva e
se conseguirá evoluir em algumas das lacunas técnicas do
seu jogo, nomeadamente o serviço e o jogo de rede.
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Principais feitos: Vitórias sobre Agnieska Radwanska
e Flavia Pennetta (ambas jogadoras top 20 aquando dos
embates), 3ª ronda de Miami (Tier I) e quartos de final
em Tashkent (Tier IV). Encontros a “3 sets” diante de
Serena Williams e Svetlana Kuznetzova em Stanford e
Montreal, respectivamente. |
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Frederico Gil
A temporada de 2008 foi
excelente para o nº 1 nacional e não fosse uma lesão no
joelho esquerdo, Gil poderia ter mesmo atingido uma
época histórica. Frederico conseguiu este ano alcançar o
objectivo que há muito lutava, a entrada no top 100. O
jogador português conseguiu mesmo atingir a 86ª posição
mundial, igualando assim a melhor marca de Nuno Marques,
que até hoje ainda vigora como o melhor ranking alguma
vez atingido por um jogador português. Tendo permanecido
no top 100 por aproximadamente 2 meses, Gil acabou por
não se “aguentar” nesse grupo mais restrito devido a uma
pausa competitiva de 6 semanas, que o impediu de
defender alguns pontos importantes da temporada de 2007
e que lhe retiraram toda a forma e confiança crescente
que trazia até então. Gil termina a temporada na 110ª
posição, 33 lugares acima de 2007 e pode abordar a
próxima época com confiança redobrada. Este ano
conquistou dois Challengers, Sassuolo (30.000$) e
Istambul (100.000$), sendo o último o seu melhor
resultado de sempre.
Gil foi ainda protagonista
de um dos casos mais curiosos da temporada tenística
internacional ao defrontar o francês Jeremy Chardy na 1ª
ronda dos 3 Grand Slams em que esteve presente, tendo,
infelizmente para as cores nacionais, perdido nas 3
ocasiões.
No Estoril Open, Gil é já
o melhor português de sempre após atingir os quartos de
final pela segunda vez na sua carreira. Tal feito
permitiu-lhe defrontar a lenda activa do ténis mundial –
Roger Federer.
O “calcanhar de Aquiles”
da temporada de Gil foram as competições internas. A
lesão afastou-o do Campeonato Nacional e por opção
pessoal não se apresentou no Masters-CIMA, único evento
interno que teima em lhe fugir.
Nesta fase resta saber
qual será a estratégia do líder nacional quanto ao tipo
de torneios que disputará. Face às primeiras listas, Gil
deverá abordar torneios ATP “250”, os eventos menos
cotados do circuito principal, mas que ainda assim
representam uma evolução competitiva comparativamente
com os torneios de nível challenger. |
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Principais feitos: Conquista de 2 Challengers,
Sassuolo (30.000$) e Istambul (100.000$). Quartos de
final do Estoril Open. Entrada no top 100, igualando a
melhor marca de sempre para um jogador português – 86º -
posição partilhada com Nuno Marques. Presença no quadro
principal de 3 Grand Slams: Roland Garros, Wimbledon e
US Open (os dois primeiros após qualificação). |
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Rui Machado
Rui
Machado é o protagonista de um dos regressos mais
impressionantes da temporada de 2008. O outrora nº 1
nacional, fustigado durante dois anos por lesões,
regressado à competição em 2007 embora sem a confiança
necessária para regressar ao nível que apresentava
antes. Sob a direcção técnica de João Cunha e Silva
reencontrou o seu melhor ténis e realizou a sua melhor
temporada de sempre. Conquistou 6 torneios da categoria
future (entre Fevereiro e Abril, o que lhe valeu a
nomeação de jogador ITF do mês de Março), atingiu pelo
menos os quartos de final de eventos challengers por 6
vezes e atingiu a 2ª ronda do US Open (após a fase da
qualificação), naquele que terá sido um dos momentos
mais emocionantes do ténis nacional em 2008. Machado
chegou mesmo a desafiar Fernando Verdasco (13º ATP na
altura), num encontro no qual apenas foi batido num 5º
set. O algarvio escalou cerca de 650 posições ao longo
da temporada, estacionando na 153ª posição, a sua melhor
de sempre.
2008
foi também o ano em que recuperou o estatuto de campeão
nacional, num torneio de sentido único, sem rival dada a
ausência de Frederico Gil. Não conseguiu repetir o feito
no Masters-CIMA, tendo cedido na final diante de
Leonardo Tavares. |
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Principais feitos: Vitória em 6 torneios da
categoria Future: Bari e Averno-Napoli (Itália); Faro,
Lagos e Albufeira (Portugal) e Loja (Espanha).
Meias-finais do challenger de 106.500$ em Córdoba,
Espanha. 2ª ronda do quadro principal do US Open.
Campeão Nacional Absoluto e vice-campeão do Masters-CIMA. |
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Neuza Silva
Embora
tenha perdido a liderança nacional, Neuza Silva tem
motivos para estar satisfeita com a sua temporada. Pela
primeira vez na sua carreira termina o ano inserida no
top 200 (e bem perto do top 150), resultado de um
excelente 2º semestre (Neuza foi mesmo jogadora ITF do
mês de Julho). A setubalense conquistou dois torneios de
25.000$ (Felixstowe, Vigo) e um de 10.000$ (Kaarst) ao
longo do ano, todos eles em superfícies distintas, o que
demonstra a sua versatilidade. Este foi também o ano de
estreia nas qualificações para Grand Slams, tendo
disputado todos eles. O US Open foi o único no qual
passou da 1ª ronda, tendo sido apenas eliminada na 3ª
ronda da qualificação.
A nível
interno dominou a seu belo prazer, tendo conquistado o
Campeonato Nacional Absoluto e o Masters-CIMA, em ambas
as ocasiões por vitória sobre Frederica Piedade.
Para 2009, Neuza optou por uma estratégia distinta. A
lusa “fechou” a época de 2008 mais cedo de modo a
preparar a próxima temporada nas últimas semanas deste
ano. O novo desafio será a entrada no top 150 e,
dependendo da evolução da temporada, novos horizontes
poderão ser criados. |
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Principais feitos: Vitórias nos 25.000$ de
Felixstowe (Reino Unido) e Vigo (Espanha) e no 10.000$
de Kaarst (Alemanha). Campeã Nacional e vencedora do
Masters-CIMA. 3ª ronda da qualificação para o US Open. |
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Frederica Piedade
Pode-se dizer que a
temporada de 2008 marcou o regresso da ex-nº 1 nacional
a um nível mais condizente com o seu historial. Piedade
foi, a par com João Sousa, a jogadora nacional mais
activa, tendo participado em 31 torneios. Deste volumoso
número de eventos, Frederica apenas saiu vencedora num
torneio menor em Toluca (10.000$), feito que marcou o
seu regresso aos títulos internacionais de singulares,
algo que não conseguia desde 2005. No entanto, a lusa
atingiu a final de 2 torneios dotados de 25.000$ e as
meias-finais de outros 5 eventos da mesma categoria, o
que revela a época bastante interessante de Piedade.
Este conjunto de resultados proporcionou uma subida de
praticamente 100 posições, tendo ficado bem perto de
reentrar no top 200 do ranking mundial.
O
desafio para 2009 será concluir a ascensão e instalar-se
no top 200, onde procurar a adquirir alguma estabilidade
e uma maior regularidade. |
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Principais feitos: Vitória no 10.000$ de Toluca
(México). Final dos 25.000$ de Valladolid (Espanha) e
San Luís Potosi (México). Meia-final de pares do torneio
WTA de Bogota (Tier III) ao lado da italiana Sara Errani,
melhor resultado de sempre para uma lusa na vertente de
pares. |
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Magali de Lattre
No final da época de 2007,
Magali implementou uma série de mudanças significativas
na gestão da sua carreira, nomeadamente a cisão com o
seu técnico Paulo Lucas e a partida para França, onde
passou a ser orientada por Philipe Simon. Durante o 1º
semestre deste ano, Magali esteve muito envolvida no
campeonato Inter-clubes francês e só com a aproximação
do Verão se começou a ver Magali a disputar com maior
regularidade o circuito internacional. Neste, Magali
optou por disputar uma série de torneios em localizações
menos comuns, tais como a Síria, Cazaquistão e o
Paquistão. Contudo, esta nova estratégia pareceu ter
dado resultado e a lusa conquistou 3 torneios de
10.000$, o que lhe permitiu a subida ao 4º lugar da
hierarquia nacional e a reentrada no top 550.
Para 2008 surge a dúvida
sobre a estabilidade física de Magali, sempre algo débil
e ainda o seu desempenho em torneios de categoria
superior, nomeadamente eventos de 25.000$. |
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Principais feitos: Vitórias nos 10.000$ de Damascus
(Síria), Casablanca (Marrocos) e Dubai (Emirados Árabes
Unidos). |
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Maria João Koehler
A jovem portuense de 16
anos, pupila de Nuno Marques, conseguiu este ano
afirmar-se como um dos grandes nomes do ténis nacional.
A final do Masters de 2007 já antevia uma boa temporada
e tal concretizou-se, apesar dos problemas físicos que
afectaram o 1º semestre da atleta. Maria João disputou
essencialmente os torneios ITF disputados em solo
nacional, tendo obtido um aproveitamento bastante
considerável e sendo em muitos deles a tenista nacional
mais em foco. Exemplos disto mesmo são as meias-finais
em Vila Real de Santo António e Porto e a final em
Montemor. Com apenas 16 anos, Maria João entra no
ranking WTA e termina logo bem inserida no top 800
mundial no ano da sua estreia.
A nível interno, tanto no
campeonato nacional como no Masters atingiu as
meias-finais e sagrou-se campeã de sub-18. Para 2009,
espera-se um aumento da consistência nos resultados nos
torneios ITF disputados em Portugal e porventura uma
maior aposta em torneios ITF internacionais. |
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Principais feitos: Final no 10.000$ de Montemor.
Meias-finais nos 10.000$ do Porto e Vila Real de Santo
António. Campeã Nacional sub-18. Garantia de ranking
mundial, a fechar a época bem colada ao top 750 mundial. |
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Leonardo Tavares
Apesar da temporada de
Leonardo não ter sido um desastre, ficou um pouco aquém
das expectativas e voltou a reforçar o seu nível
inconstante, essencialmente provocado por crónicos
problemas físicos. Salvou a época no 2º semestre após
ter conquistado apenas 3(!) pontos durante a 1ª metade
de temporada. Atingiu os quartos de final ou melhor em 6
eventos da categoria future dotados de 15.000$, o que
lhe garantiu a recuperação do 3º posto nacional, que ao
longo de vários meses esteve ocupado por Gastão Elias.
Ainda assim, Leonardo não conseguiu revalidar o título
do Porto Open, torneio que venceu na edição de 2007.
Leonardo voltou a demonstrar domínio absoluto no Masters
ao conquistar o troféu pela 5ª vez. A final teve sabor
especial pois permitiu-lhe vingar a derrota imposta por
Rui Machado no Campeonato Nacional, num jogo no qual
Tavares esteve bem aquém das expectativas.
Para
2009 anseia-se por mais estabilidade para o portuense,
de modo a que este consiga definitivamente concretizar o
valor que possui. |
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Principais feitos: Campeão do Masters-CIMA e
vice-campeão nacional. Final do 15.000$ de Wahlstedt e
meias-finais dos 15.000$ do Porto e Espinho. |
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João Sousa
A colocação de João Sousa
nesta categoria pode parecer algo duvidosa se a sua
época for analisada como um todo, no entanto o percurso
do vimaranense ao longo do ano revela algumas
dificuldades. Sousa foi responsável por um dos melhores
momentos nacionais do ano, ao conseguir a qualificação
para o Estoril Open e o apuramento para a 2ª ronda do
quadro principal, onde acabou por ceder diante do nº 1
nacional, Frederico Gil. Sousa foi mesmo galardoado com
o prémio de revelação do evento. Essa bela exibição
surgiu na sequência de um excelente início de temporada
no qual Sousa atingiu os quartos de final de futures de
10.000$ por duas vezes e as meias-finais por uma vez. O
português radicado em Espanha, que tinha concluído 2007
na 966ª posição ATP, surgia em plena ascensão. No
entanto, os resultados a partir daí foram bastante
modestos e o luso apenas por uma vez conseguiu atingir
os quartos de final de um future, tendo perdido na ronda
inaugural por 10 ocasiões.
Sousa termina o ano na
cauda do top 600, o que representa uma subida de
praticamente 400 posições, contudo a conquista de apenas
8 pontos ao longo do 2º semestre de 2008 e o facto de
que, se os pontos obtidos no Estoril Open forem
removidos, Sousa permanece com a mesma pontuação que
possuía no final do ano passado, revelam que o português
poderá ter neste momento um ranking algo inflacionado.
Em 2009 espera-se que o
vimaranense volte ao nível que apresentou no Estoril
Open, onde chegou mesmo a bater dois jogadores do top
200, contudo é importante que a pressão para que tal
aconteça não condicione os seus desempenhos, de modo a
conseguir, pelo menos, manter a sua posição na tabela
ATP. |
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Principais feitos: 2ª ronda do Estoril Open após
qualificação. Meias-finais do 10.000$ de Torre-Pacheco,
em Espanha. |
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Gastão Elias
O jovem luso, a par de
Michelle Brito, é o jogador português de quem se espera
mais no futuro. Talento é inegável, no entanto, enquanto
Michelle parece ter arrancado definitivamente para uma
carreira dentro daquilo que se espera dela, Gastão ainda
parece preso num patamar que não o seu. Concluiu a
temporada de 2007 na 631ª posição ATP e terminará o ano
de 2008 apenas ligeiramente acima, por volta da posição
575. Ao longo deste ano, já esteve no 460º lugar, o seu
melhor de sempre.
A opção
de Gastão em disputar qualificações para eventos de
categoria challenger e abandonar os quadros de futures
(apenas jogou torneios deste nível em Janeiro, tendo
sido campeão em Boca Raton) foi óbvia, contudo não muito
bem sucedida, pelo menos por enquanto. Gastão jogou 25
torneios ao longo ano, apenas pontuou em 4(!), dois
deles em futures. Em 16 challengers, não conseguiu
qualquer ponto. O seu melhor resultado foi obtido em
Mocton, onde atingiu as meias-finais.
O jovem
português atrasou-se relativamente aos seus adversários
da mesma geração e tem em 2009 o desafio de recuperar
tempo perdido. Em Janeiro, tem já o enorme desafio de
defender 13 dos seus 41 pontos totais, que a caírem
colocarão Gastão numa posição ainda mais difícil. Por
outro lado, a quase completa ausência de pontos a
defender durante a maior parte das semanas poderá levar
a uma subida meteórica, caso o português consiga
combinar os desejados níveis de confiança com o seu
ténis completo. |
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Principais feitos: Meias-finais do 35.000$ de
Moncton (Canadá), vindo da qualificação. Campeão do
10.000$ de Boca Raton, nos Estados Unidos. |
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Catarina Ferreira
A jogadora do CETO teve em
2008 uma temporada bem aquém das expectativas. Em 2007,
Catarina Ferreira terminou o ano inserida no top 500
mundial e naquilo que parecia um crescendo de nível de
jogo e competitividade. Este ano, a lusa teve uma época
péssima onde não conseguiu conquistar sequer metade dos
pontos que obteve em 2007. A razão de vitórias/derrotas
de 16/25 é bem indicadora disso mesmo. O melhor
resultado de Ferreira chegou já em Outubro, ao atingir
as meias-finais do 10.000$ de Vila Real de Santo
António. Antes, só por 3 vezes tinha atingido os quartos
de final e sempre em Portugal – Albufeira, Amarante e
Lisboa – e perdeu por 11 ocasiões na ronda inaugural de
outros eventos de 10.000$. Os maus resultados
relegaram-na para a cauda do top 700, tendo sido
ultrapassada por Magali de Lattre na hierarquia nacional
e sendo já ameaçada por Maria João Koehler. A vertente
de pares salvou a temporada de Catarina Ferreira, que
arrecadou três títulos internacionais.
Para o próximo ano
espera-se que Catarina Ferreira regresse pelo menos ao
nível de há um ano atrás e que possa atingir algum
sucesso nos eventos de 10.000$. |
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Principais feitos: Meias-finais do 10.000$ de Vila
Real de Santo António. Quartos de final nos 10.000$ de
Albufeira, Amarante e Lisboa. Campeã de pares nos
10.000$ de Casale (Itália), Espinho e Maiorca (Espanha). |
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Texto
e escolhas: Vítor Espírito Santo |
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Comentário Final |
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Para
além dos jogadores acima referidos, outros nomes também
mereceram algum destaque. Ana Catarina Nogueira,
provavelmente no seu último ano como semi-profissional,
conseguiu mostrar que ainda é uma das melhores jogadoras
nacionais. Joana Pangaio recuperou ranking
internacional, estando agora inserida no top 1000
mundial. Destaque ainda para a estreia de Miguel Almeida
e Gonçalo Falcão no ranking ATP, graças a alguns
resultados interessantes em futures. Será interessante
avaliar como se comportarão estes jogadores ao longo da
próxima época. Pedro Sousa mantém o seu futuro incerto,
contudo o tempo não pára e o ainda jovem jogador parece
ficar irremediavelmente afastado de um futuro promissor.
Tal cenário também parece suceder com Martim Trueva.
Embora muito jovem, o madeirense continua com um futuro
algo incerto e nos dois últimos anos verificou-se alguma
estagnação. Quem também sentiu algumas dificuldades foi
Demi Rodrigues, que ao longo do ano entrou em vários
torneios de 10.000$, sem grande sucesso. No entanto,
parece haver alguma evolução e a experiência adquirida
poderá ser importante na próxima temporada. Hugo Anão
manteve o seu domínio no circuito nacional e no
Masters-CIMA chegou mesmo a assustar tanto Leonardo
Tavares como Rui Machado.
Das
promessas mais jovens, Patrícia Martins e Francisco Dias
estiveram em grande nível, especialmente a primeira, que
se classificou no 3º lugar do Masters Europeu de sub-14.
Francisco Dias dominou a seu belo prazer nas categorias
de sub-16 e sub-18. Bárbara Luz teve um ano complicado,
com alguma instabilidade relativamente à direcção
técnica e não conseguiu a progressão desejada. Ainda
assim, sagrou-se campeã nacional de sub-16. |
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Dados Estatísticos |
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Nas
três tabelas seguintes podem encontrar os dados
relativos aos jogadores portugueses mais em foco ao
longo desta temporada. Nesta lista o número total de
pontos num determinado período (semestre ou ano), o
número e nível de títulos conquistados e ainda a razão
entre vitórias e derrotas são compilados. |
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Jogadores |
1º semestre 2008 |
2º semestre 2008 |
|
Pontos |
Títulos |
V/D |
Pontos |
Títulos |
V/D |
|
Michelle L.
Brito |
69 |
- |
4-6 |
187 |
- |
13-7 |
|
Neuza Silva |
70 |
1 - 10k |
21/15 |
139 |
2 - 25k |
25-10 |
|
Frederica
Piedade |
50 |
1 - 10k |
31-16 |
108 |
- |
25-14 |
|
Catarina
Ferreira |
9 |
- |
9-14 |
7 |
- |
7-11 |
|
Maria João
Koehler |
7 |
F - 10k |
12-5 |
7 |
- |
6-7 |
|
Magali de
Lattre |
6 |
- |
7-9 |
20 |
2 - 10K |
16-8 |
|
|
Frederico Gil |
264 |
1 - CH |
27-12 |
165 |
1 CH 100k |
16-10 |
|
Rui Machado |
120 |
6 - Fut |
46-8 |
163 |
- |
20-12 |
|
João Sousa |
32 |
- |
36-15 |
8 |
- |
8-16 |
|
Gastão Elias |
15 |
1 - Fut |
16-12 |
26 |
F - Fut |
13-14 |
|
Leonardo
Tavares |
3 |
- |
5-7 |
41 |
- |
22-12 |
|
|
resultados obtidos entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro
de 2008 |
|
Legenda:
10k - 10.000$; F - Finalista; CH - Challengers; Fut -
Futures. |
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Através
destes resultados, pode observar-se rapidamente que, por
exemplo, as três melhores jogadoras lusas da actualidade
tiveram um 2º semestre de 2008 bem superior ao 1º, tendo
todas elas, pelo menos, obtido a partir de Julho o dobro
da pontuação conquistada ao longo dos 6 primeiros meses
de 2008. Por outro lado, na vertente masculina é
possível observar como Frederico Gil e João Sousa
tiveram uma primeira metade do ano bem mais forte do que
a segunda, ao contrário de Leonardo Tavares que
conquistou 41 dos seus 44 pontos nos últimos 6 meses.
A
segunda tabela compara os resultados do 2º semestre de
2007 com o 2º semestre deste ano e pode verificar-se que
praticamente todos os jogadores nacionais, com excepção
de Catarina Ferreira e João Sousa, melhoraram o seu
desempenho em 2008. |
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Jogadores |
2º semestre 2007 |
2º semestre 2008 |
|
Pontos |
Títulos |
V/D |
Pontos |
Títulos |
V/D |
|
Michelle L.
Brito |
53 |
1 - 25k |
10-7 |
187 |
- |
13-7 |
|
Neuza Silva |
78 |
- |
12-10 |
139 |
2 - 25k |
25-10 |
|
Frederica
Piedade |
65 |
- |
15-13 |
108 |
- |
25-14 |
|
Catarina
Ferreira |
26 |
- |
15-14 |
7 |
- |
7-11 |
|
Maria João
Koehler |
1 |
- |
3-3 |
7 |
- |
6-7 |
|
Magali de
Lattre |
11 |
- |
12-14 |
20 |
2 - 10K |
16-8 |
|
|
Frederico Gil |
162 |
1 - CH 50k |
18-9 |
165 |
1 CH 100k |
16-10 |
|
Rui Machado |
20 |
- |
14-11 |
163 |
- |
20-12 |
|
João Sousa |
15 |
- |
23-13 |
8 |
- |
8-16 |
|
Gastão Elias |
18 |
1 - Fut |
11-4 |
26 |
- |
13-14 |
|
Leonardo
Tavares |
36 |
1 - Fut |
21-14 |
41 |
- |
22-12 |
|
|
A
terceira tabela estabelece a comparação entre os valores
de cada jogador em toda a temporada de 2007 e os valores
da época de 2008. Desde logo verifica-se uma diferença
abismal na temporada de Rui Machado, que passa de 21
pontos conquistados em 2007 para 281 durante este ano.
Machado chega mesmo às 65 vitórias, destacadamente o
maior número de vitórias para qualquer jogador luso. A
única ameaça surge mesmo de Frederica Piedade, que
venceu por 56 vezes ao longo de 2008. Dos jogadores
indicados na tabela, apenas Catarina Ferreira surge com
uma razão vitórias/derrotas negativa este ano (16/25).
Já em 2007 tal sucedeu, contudo no ano passado a relação
foi bem mais interessante para a jogadora (27/31). |
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Jogadores |
Ano 2007 |
Ano 2008 |
|
Pontos |
Títulos |
V/D |
Pontos |
Títulos |
V/D |
|
Michelle L.
Brito |
84 |
- |
11-9 |
256 |
- |
46-25 |
|
Neuza Silva |
153 |
1 - 25k; 2-
10k |
53-24 |
209 |
2 - 25k; 1-
10k |
18-13 |
|
Frederica
Piedade |
89 |
- |
23-24 |
158 |
1 - 10k |
56-30 |
|
Catarina
Ferreira |
38 |
- |
27-31 |
16 |
- |
16-25 |
|
Maria João
Koehler |
2 |
- |
4-7 |
14 |
- |
28-12 |
|
Magali de
Lattre |
18 |
- |
20-22 |
26 |
3 - 10K |
23-17 |
|
|
Frederico Gil |
302 |
1 - CH 50k |
40-27 |
465 |
2 CH 35k, 100k |
45-23 |
|
Rui Machado |
21 |
- |
17-14 |
281 |
6 – Fut (1 de
15k) |
65-20 |
|
João Sousa |
20 |
- |
35-21 |
40 |
- |
44-31 |
|
Gastão Elias |
29 |
1 - Fut |
22-12 |
41 |
1 - Fut |
27-24 |
|
Leonardo
Tavares |
49 |
1 - Fut |
39-23 |
44 |
- |
26-19 |
|
|
|
|
O
número total de títulos em 2008 aumentou bastante para
as hostes nacionais comparativamente com o ano anterior.
Se em 2007, por 6 ocasiões portugueses venceram um
troféu, ao longo deste ano o número de títulos ascendeu
a 16, sendo que Gil arrecadou mesmo um Challenger de
100.000$, o seu maior título e também o melhor troféu do
ano para qualquer jogador luso. |
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|
Lista Completa |
|
Ases |
|
Michelle Brito |
|
Frederico Gil |
|
Rui Machado |
|
Neuza Silva |
|
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1º
Serviço |
|
Frederica Piedade |
|
Magali de Lattre |
|
Maria João Koehler |
|
|
|
2º Serviço |
|
Leonardo Tavares |
|
João Sousa |
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|
Duplas-Faltas |
|
Gastão Elias |
|
Catarina Ferreira |
|
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