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Court & Costura no Diário de Notícias*
por Hugo Ribeiro
 
 
27 de Março de 2009 - Court Central

 20º Estoril Open reforça imagem pública de Lagos

 

As apresentações do Estoril Open deixaram de ser meras conferências de Imprensa. São espectáculos mediáticos para os quais os jornalistas são apenas mais um dos elementos da assistência.


João Lagos deveria, no futuro, divulgá-las publicamente e abri-las a qualquer adepto do ténis que desejasse fazer parte da anual festa de abertura do principal torneio de ténis português.


A apresentação do 20º Estoril Open, na passada quarta-feira, foi uma manifestação de vitalidade de uma João Lagos Sports que se recusa a morrer, apesar da grave crise em que se vê envolvida – e o presidente da empresa não tem escondido essa realidade junto de alguns media especializados em economia, embora anteontem tenha frisado que o Estoril Open nunca esteve em perigo.


Desde o bonito e dinâmico cartaz da prova de 2009, até ao palco escolhido (o anfitiatro da TMN), passando pelo telefonema para Miami para conversar em directo com Frederico Gil; pela consolidação da ‘griffe’ Estoril Open em artigos de luxo (com o lançamento de edições limitadas de um relógio da Baume & Mercier e de um sub-modelo do EOS da Volkswagen); e pela estreia da Rádio Estoril Open online (um conceito que se encontra nos torneios do Grand Slam e pouco mais); tudo foi pensado ao pormenor para encher os olhos da assistência.


Mesmo os mais sisudos, que não apreciam estas extravagâncias, tiveram de reconhecer que o que mais importa para o público e media, ou seja, os jogadores são de excelente qualidade. Mais dos que os nomes, é o tipo de ténis que praticam.


Os indefectíveis que não perdem pitada dos três primeiros dias do torneio (os melhores), apanharão uma barrigada de estratégias defensiva, atacante, ofensiva do fundo do ‘court’, criativa, enfim, há-o para todos os gostos!


João Lagos disse que não é a melhor lista de inscritos de sempre. Fica-lhe bem a sinceridade, mas está muito perto do melhor e é digna da celebração de duas décadas de Estoril Open. Que venham outras tantas.



27 de Março de 2009 - Ás

Leo Tavares tem enorme potencial

A vitória de Leonardo Tavares no Albufeira Future veio em boa hora. Foi o segundo título internacional do treinando de Nuno Marques e veio mostrar que o ténis português masculino não está limitado a Frederico Gil e Rui Machado. Leo tem um historial de lesões e doenças. Suspeito que algumas das maleitas chegam a ser do foro psicossomático e mereceriam um estudo mais aprofundado pois têm-no impedido de atingir o enorme potencial que todos lhe reconhecem.



27 de Março de 2009 - Tie-break

Koehler e Gil passam qualificações

 

Após boas prestações em Fevereiro, nos torneios de Vale do Lobo, Montechoro e Portimão, Maria João Koehler voltou a brilhar, desta feita em Las Palmas, num 25 mil dólares em que só perdeu nos oitavos-de-final depois de passar a fase de qualificação. Mas é claro que a semana pertence a Frederico Gil, com mais dois recordes nacionais, o 76º posto no ‘ranking’ mundial e ser o primeiro luso a passar o ‘qualifying’ em Key Biscayne (Miami), “apenas” o sexto torneio mais importante do Mundo, depois dos quatro do Grand Slam e do Masters.



20 de Março de 2009 - Court Central

Grandes campeões escasseiam no 'top-ten' mundial

 

Em conjuntura desfavorável

Estoril Open assegura nível

 

CONTRATAÇÕES Richard Gasquet junta-se a Blake, Davydenko e Nalbandian na 20ª edição da prova

 

Em cada dez anos, há um momento em que se reúnem no ’top-ten’ mundial nomes que perdurarão na história da modalidade. O Masters é o melhor barómetro desta realidade peculiar.


Em 1970, em Tóquio, só seis jogaram o Masters: Rod Laver, Ken Rosewall, Stan Smith, Arthur Ashe, Zeljko Franulovic e Jan Kodes.

Em 1980, em Nova Iorque, os oito mestres foram Bjorn Borg, John McEnroe, Jimmy Connors, Guillermo Vilas, Ivan Lendl, Harold Solomon, Gene Mayer e José Luis Clerc.


Em 1990, em Frankfurt, brilharam Pete Sampras, Andre Agassi, Stefan Edberg, Boris Becker, Ivan Lendl, Thomas Muster, Andres Gomez e Emilio Sanchez.


Em 2000, na saudosa edição de Lisboa, o Pavilhão Atlântico atraiu Pete Sampras, Andre Agassi, Lleyton Hewitt, Marat Safin, Gustavo Kuerten, Yevgeny Kafelnikov, Magnus Norman e Alex Corretja.


Faço notar que em 1970 só Kodes acabaria por nunca ganhar qualquer torneio do Grand Slam e Lisboa contou com seis jogadores que foram nº1 do Mundo, um recorde impressionante!


Quase dez anos depois, o ‘top-ten’ mundial é incomparavelmente mais triste. Rafael Nadal e Roger Federer integram o restrito grupo dos melhores de sempre e destoam. Novak Djokovic e Andy Roddick já ganharam ‘majors’ e o americano até foi nº1 mundial. Pelo que, se tem visto nos últimos tempos, Andy Murray promete. Mas, convenhamos, estamos longe dos grupos de 1970, 1980, 1990 e 2000.


A base de recrutamento de torneios da categoria ATP World Tour 250 como o Estoril Open é escassa em termos qualitativos. Deve-se, por isso, elogiar João Lagos e o seu adjunto João Zilhão por trazerem ao Estoril Open 2009 James Blake, Nikolay Davydenko, David Nalbandian e, soube-se há dois dias, Richard Gasquet.


Em ano de crise é obra e seria difícil fazer melhor. Resta esperar pelos ‘wild cards’. Diz-se nos bastidores que haverá mais uma surpresa de nível.



20 de Março de 2009 - Ás

Pedro Sousa está de volta

 

Qualquer dia terei de abordar neste Court Central o sucesso de João Cunha e Silva enquanto treinador. Semana após semana, os seus jogadores obtêm resultados dignos de registo. Frederico Gil e Rui Machado têm sido os mais badalados, mas, embora mais despercebido, o trabalho com Pedro Sousa é de elogiar. Este antigo vice-campeão nacional e 'top-15' mundial de juniores desistiu praticamente do ténis. Recomeçou a treinar há poucos meses com o grupo de Cunha e Silva em Oeiras e passou esta semana, em Albufeira, o seu segundo 'qualifying' seguido em eventos de 10 mil dólares.



20 de Março de 2009 - Tie-break

Rui Machado e Leonardo Tavares nos quartos-de-final

 

Frederico Gil foi eliminado na segunda ronda de um torneio de 125 mil dólares em Bogotá (Colômbia). Rui Machado e Leonardo Tavares jogam hoje os quartos-de-final, respectivamente no 'challenger' de 106.500 dólares em Marrequexe (Marrocos) e no Albufeira Future. Gastão Elias, depois de dois oitavos-de-final seguidos, ficou-se esta semana pela primeira ronda no 10 mil dólares de Sherbrook (Canadá). João de Sousa perdeu num 10 mil em Barcelona (Espanha), tal como Martim Trueva e Ricardo Jorge no Future de Albufeira. Em Montechoro, José Ricardo Nunes perdeu nos oitavos-de-final.



13 de Março de 2009 - Court Central

Stefan Edberg viveu incidente fatal em 1983

 

O paradigma do desportivismo

Provocou a morte de juiz-de-linha

 

IRONIA do destino de um super-campeão dentro e fora do ‘court’

 

Stefan Edberg deu pela primeira vez nas vistas quando na final de juniores do US Open de 1983 serviu para cima da virilha de um juiz-de-linha. Richard Wertheim caiu, bateu com a cabeça no solo, teve um enfarte e faleceu no hospital.


Edberg ganhou a final. Aliás, em 1983, andou despercebido pelo 'qualifying' do Open de Portugal mas conquistou os quatro títulos de juniores do Grand Slam, um feito único na história.


A ironia do incidente fatal é que o sueco era um exemplo de correcção, numa época em que Jimmy Connors e John McEnroe aterrorizavam as equipas de arbitragem, ao ponto de forçarem a Federação Internacional de Ténis a criar o primeiro código de conduta.


Tal como o silêncio de Bjorn Borg continha o mau génio de John McEnroe, também a polidez de Stefan Edberg impunha respeito, até mesmo à imprensa de escândalos que, quando o vasculhou, mais não encontrou do que ter-se casado com Annette Olsen, uma antiga namorada de Mats Wilander. Escreveu-se ainda que às vezes lavava as suas próprias roupas e a mulher cortava-lhe o cabelo...


O seu lendário desportivismo, que rendeu-lhe um recorde mundial de cinco prémios de 'fair-play', prémio esse posteriormente baptizado com o seu nome pela ATP, provocou uma admiração ímpar entre os seus pares.


«É a encarnação da classe, o modelo que qualquer pai quer para os seus filhos», disse Pete Sampras. «Nunca ouvi ninguém dizer mal dele e nunca o ouvi dizer mal de ninguém», afirmou John McEnroe. «É o maior embaixador que o ténis alguma vez teve», proclamou Boris Becker.


Stefan Edberg ganhou quase tudo o que um tenista profissional pode almejar: três dos quatro títulos do Grand Slam, o Masters, a medalha de ouro olímpica, a Taça Davis, o nº1 mundial e o galardão de campeão do Mundo. Faltou-lhe apenas Roland Garros.


Mas mais importante foi provar que é possível ser-se um super-campeão sem levantar a voz. Um arquear de sobrancelhas era suficiente para fazer tremer o árbitro na cadeira.



13 de Março - Dupla-falta

Michelle e o síndroma Dementieva

Michelle Brito foi eliminada na primeira ronda do super-torneio de Indian Wells, depois de ter, brilhantemente passado a fase de qualificação. As duplas-faltas (14) continuam a ser preocupantes. Valeria a pena pô-la a falar com Elena Dementieva, para perceber como a antiga rainha das duplas-faltas ultrapassou essa lacuna, ao ponto de ser hoje em dia uma das candidatas ao posto de nº1 mundial.



13 de Março - Tie-break

Patrícia Martins em duas finais

Já o disse uma vez e repito: não é normal nesta rubrica ‘Tie-break’ destacar resultados nos escalões juvenis, mas há sempre honrosas excepções. Patrícia Martins, de apenas 14 anos, atingiu ontem, pela primeira na sua carreira, a final de um torneio de sub-18 da Federação Internacional de Ténis, na Suécia, e fê-lo tanto em singulares como pares. Gastão Elias, após sete derrotas seguidas, está pela segunda semana seguida em oitavos-de-final de torneios de 10 mil dólares. Magali de Lattre perdeu nos oitavos-de-final no 10 mil de Gizé mas disse-me que ainda não teve tempo de visitar as famosas pirâmides.



6 de Março de 2009 - Court Central

Passar o testemunho sem dramas

 

Alfredo Vaz Pinto e Frederico Gil

exemplos em gerações diferentes

 

GALA da Associação de Ténis de Lisboa reuniu grandes figuras do ténis

 

A gala da Associação de Ténis de Lisboa (ATL), em Oeiras, atribuiu os prémios referentes à época de 2008. Em vésperas de eleições na Federação Portuguesa de Ténis (FPT), no final deste mês, a cerimónia foi bastante concorrida.


Entre mais de uma centena de convidados, contavam-se os dois candidatos à presidência da FPT, José Calheiros e Adolfo Oliveira, antigos presidentes da FPT como Armando Rocha, Marques da Silva e Pedro Coelho e grandes jogadores da nossa história como Alfredo Vaz Pinto, João Cunha e Silva e Frederico Gil, este último, o mais aplaudido.

Santos Serra, presidente da ATL, sublinhou o distrito de Lisboa ter o maior número de filiados na FPT (acima dos cinco mil), assinou um protocolo com a Associação de Treinadores para dinamizar o fomento da modalidade e mostrou um painel de patrocinadores digno de qualquer federação.


Feliz a opção de colocar nas mesas da frente os praticantes dos sub-10 aos sub-18, dando o protagonismo aos mais jovens.


E foi bonito o cumprimento sentido entre Frederico Gil, o nosso nº1, e Alfredo Vaz Pinto, sete vezes campeão nacional, que cumpre 70 anos em 2009. Gil recorda-se que num dos primeiros torneios que ganhou, tinha menos de dez anos, o troféu foi-lhe entregue por Vaz Pinto.


Muitos dos miúdos campeões regionais juvenis viram há pouco, na SportTv, Gil chegar às meias-finais do Open do Brasil e na gala olhavam para ele com admiração. Um dia, um deles poderá quebrar os seus recordes nacionais. Até Roger Federer ficou emocionado por ver Bjorn Borg na bancada quando igualou o recorde do sueco de cinco títulos em Wimbledon.


Vaz Pinto dizia-me que não não se sente ofendido quando ouve ou lê nos media que Gil é o melhor português de sempre. «Antes pelo contrário», assegurou-me. Todos necessitamos de referências e passar o testemunho sem dramas é uma prova de renovação, vitalidade e maturidade de qualquer modalidade.



6 de Março de 2009 - Ás

José Vilela não foi esquecido

 

Numa altura em que se fala tanto de recordes do ténis nacional, a Câmara Municipal do Porto vai homenagear o capitão que obteve os melhores resultados de sempre da selecção na Taça Davis. José Vilela, presidente do Conselho Técnico da FPT, receberá a Medalha Municipal de Valor Desportivo Grau Ouro. Mesmo a calhar quando Portugal, liderado por Pedro Cordeiro, inicia hoje a campanha de 2009 frente ao Chipre, em Nicósia, com Frederico Gil, Rui Machado, Leonardo Tavares e João de Sousa.



6 de Março de 2009 - Tie-break

Ponto final na série negra de “Pepê”

 

Frederico Gil melhorou o recorde nacional de mais elevada classificação de sempre de um português no 'ranking' ATP ao ascender à 81ª posição. Rui Machado ganhou um torneio de 30 mil euros em Marrocos (apenas o quinto português a vencer um challenger), atingiu o seu melhor ranking de sempre (129º) e lançou o seu site oficial. Esta semana, Gastão Elias foi o único português a ganhar uma ronda num quadro principal, num 10 mil dólares, no Canadá. “Pepê”, que tem um novo treinador, colocou assim um ponto final numa série de sete derrotas consecutivas.



27 de Fevereiro de 2009 - Court Central

Uma derrota e uma ausência com peso político

 

Andy israelita e Andy americano

dão lições históricas ao Mundo

 

DUBAI não cometeu o mesmo erro duas semanas seguintes mas reforçou segurança no torneio

 

Andy Ram perdeu na primeira ronda de pares do Barclays Dubai Championships mas fez história como primeiro israelita a jogar nos Emirados Árabes Unidos (EAU).


«Fiz algo de muito grande», disse ele no final do encontro a um grupo seleccionado de jornalistas convidado a entrevistá-lo. Os organizadores não arriscaram uma conferência de Imprensa. Um sapato a voar na sua direcção seria a consequência menos perigosa...


«Andy é muito simpático, está sempre a contar piadas e ficou triste quando no ano passado não lhe deram visto para jogar no Dubai», contou-me a israelita Keren Shlomo, que chegou aos quartos-de-final de pares do Portimão Tivoli Ladies Open.


Ram esteve permanentemente protegido por dois guarda-costas, quer no hotel, no campo e em restaurantes, mas assegura ter sido «sempre muito bem tratado». Até os juízes-de-linha árabes foram banidos do seu encontro. Já Shahar Peer tinha elogiado a hospitalidade de Doha quando, em 2008, se tornou na primeira israelita a jogar o Open do Qatar.


Dubai e Israel não têm relações diplomáticas e Ram precisou de autorização especial, mas os EAU não quiseram desafiar pela segunda vez as autoridades do ténis, uma semana depois da condenação da opinião pública à sua recusa de dar um visto à israelita Shahar Peer.


O WTA Tour está de parabéns pela prontidão que reagiu e mais importante do que os 300 mil dólares de multa que os media publicitaram, foi o aviso de que o torneio será cancelado em 2010 se oito semanas antes do seu início todos vistos necessários não tiverem sido emitidos.


Larry Scott, o presidente-executivo do WTA Tour, deu uma lição de liderança à ATP, que nada fez no ano passado quando Ram foi proibido de jogar, e assume-se cada vez mais como a única figura com peso político para unificar os sectores masculino e feminino do ténis.


Também Andy Roddick merece elogios por recusar defender o título de campeão no Dubai como protesto ao sucedido com Peer. São raras as vezes em que um jogador salta para a praça pública em defesa do ténis feminino. Há descriminações menos óbvias do que outras.



27 de Fevereiro de 2009 - Abuso Verbal

Eleições na FPT atraem dois candidatos

 

A Federação Portuguesa de Ténis elegerá novos corpos sociais a 28 de Março, em Lisboa. Há duas candidaturas: o advogado José Calheiros, actual vice-presidente, e o treinador Adolfo Oliveira, antigo director-técnico regional da Associação de Ténis do Porto. Independentemente do programa de cada candidato, é importante haver duas listas. O debate é sempre positivo em democracia.



27 de Fevereiro de 2009 - Tie-break

Treinador português na alta-roda do WTA Tour

 

António van Grichen é o primeiro treinador português a levar uma jogadora (a bielorrussa Victoria Azarenka) a dois títulos no WTA Tour: Brisbane em Janeiro e Memphis na semana passada. Rui Machado está nos quartos-de-final do 30 mil dólares de Meknés. Uma lesão provocou a derrota de Frederico Gil nos oitavos-de-final do 100 mil de Besançon, mas fixou um novo recorde de melhor classificação de um português no 'ranking' ATP (82º). No 10 mil de Terrassa João de Sousa ficou-se na primeira ronda. Maria João Koehler, Ana Claro e Catarina Ferreira fizeram com que pela primeira vez três portuguesas passassem uma ronda no 10 mil de Portimão. No WTA Tour, Frederica Piedade caiu na segunda ronda da qualificação em Acapulco.



20 de Fevereiro de 2009 - Court Central

Emirados Árabes Unidos recusam visto a israelita

 

WTA Tour determinado a rejeitar

descriminação religiosa e política

 

UNIÃO. Estrelas no Dubai apoiam publicamente Shahar Peer e torneio poderá ser cancelado em 2010

 

Os Emirados Árabes Unidos recusaram o visto à israelita Shahar Peer para jogar o Barclays Dubai Tennis Championships. A resposta imediata do presidente-executivo do WTA Tour, em directo, no programa World Sport da CNN, foi a ameaça explícita de cancelamento do torneio no calendário de 2010.


Scott estava no Dubai em 2008 quando dois israelitas foram impedidos de jogar pares no torneio do ATP World Tour e avisou logo as autoridades políticas e desportivas locais que se algo de semelhante ocorresse com Peer em 2009 haveria sanções pesadas.


O presidente-executivo do WTA Tour colocou a hipótese de anular o torneio já em 2009, mas foi a própria Peer e a sua família a assinalar que tal medida prejudicaria as outras jogadoras que estavam no Dubai.


As colegas de profissão, que dentro do 'court' são ferozes adversárias, uniram-se e declararam o apoio público a Peer, sobretudo as irmãs Williams. Venus e Serena sabem o que é a descriminação racial e não admitem descriminações religiosas ou políticas.


Na entrevista DN/TSF de domingo passado, Noronha do Nascimento, presidente do Supremo Tribunal, dizia que «estamos um pouco na réplica do que aconteceu ao longo do Mediterrâneo nos séculos V e VI, em que a riqueza foi de ocidente para oriente».


A crise financeira internacional fez com que desportos profissionais como o ténis e o golfe procurassem no Golfo Pérsico os patrocínios que se arriscam a faltar na Europa e nos EUA. Não é por acaso que há grandes eventos no Qatar (por exemplo, o Masters do ténis feminino) e no Dubai (o milionário World Championship em golfe).


É por isso vital não branquear a gravidade da questão e não vender os regulamentos desportivos aos petrodólares. Scott sublinhou que «embora seja uma perda cancelar um torneio de dois milhões de dólares, um dos principais depois dos do 'Grand Slam', há questões de princípios» que não podem ser ultrapassadas.


Ingerências da política no desporto são intoleráveis e como frisou Peer – que até já jogou pares com a muçulmana indiana Sania Mirza – «desta vez pisou-se o risco vermelho». A mensagem parece ter passado e hoje mesmo o israelita Andy Ram recebeu visto para jogar para a semana o torneio ATP no Dubai.



20 de Fevereiro de 2009 - Ás

Gil e Cunha não têm memória curta

 

Uma horda de jornalistas cercou Frederico Gil na conferência de Imprensa de terça-feira. As televisões tentaram monopolizar a situação e garantir um acesso privilegiado ao novo herói mas Gil e o seu treinador João Cunha e Silva não se esqueceram de dar prioridade aos media que sempre os apoiaram, dos tempos em que, desconhecidos, precisavam de exposição mediática. É bonito saber que ainda há quem não tenha a memória curta.



20 de Fevereiro de 2009 - Tie-break

Ténis feminino luso em destaque

 

Frederico Gil ocupa a 83ª posição, a melhor classificação de sempre de um português no 'ranking' mundial, depois de duas meias-finais seguidas no ATP World Tour, outro recorde nacional. Mas o ténis feminino luso também está de parabéns. Michelle Brito foi à segunda ronda no WTA Tour de Memphis, enquanto o Portimão Tivoli Ladies Open teve pela primeira vez três portuguesas nos oitavos-de-final: Maria João Koehler, Ana Claro e Catarina Ferreira.



13 de Fevereiro de 2009 - Court Central

Palmarés de Nuno Marques é superior

 

Frederico Gil ainda não é

o melhor luso de sempre

 

CURTO PRAZO. O actual nº1 vai bater quase todos os recordes. É só uma questão de tempo

 

Se Frederico Gil vencesse o Open do Brasil desta semana seria coroado directamente o melhor tenista português de sempre, quebrando fronteiras históricas fixadas por Nuno Marques e João Cunha e Silva, mas, por enquanto, ainda não detém esse estatuto, mesmo que na próxima segunda-feira ocupe a melhor classificação de um português no ‘ranking’ ATP.


Ao chegar às meias-finais em Joanesburgo Gil igualou o recorde nacional do seu treinador, João Cunha e Silva, o único a atingir uma fase tão adiantada no ATP World Tour, em Telavive, em 1992.


A consequência foi figurar no 86º posto do 'ranking' ATP pela segunda vez, repetindo a melhor cotação de um português, estabelecida por Nuno Marques em 1995.


Cunha e Silva nunca entrou no 'top-100' mundial de singulares e Marques nunca franqueou os quartos-de-final no ATP World Tour. Poderemos, então, dizer que Gil é já o melhor tenista português de sempre por acumular os dois recordes?


É prematuro afirmá-lo, mas repito que irá assumir esse estatuto brevemente. A voracidade com que os media elegeram logo em 2006 Roger Federer o melhor de todos os tempos, é a mesma que os leva a proclamar já Gil o expoente máximo das raquetas lusas só por causa do 'ranking'.


Se há vida para além do défice – como dizia o ex-Presidente da República Jorge Sampaio – também há carreira para além do 'ranking'.


Marques defrontou Sampras (14 Grand Slams e nº1 mundial), Muster (1 Grand Slam e nº1 mundial), Ivanisevic (1 Grand Slam e nº2 mundial), Chesnokov ('top-ten'), Bruguera (2 Grand Slams e nº3), Kafelnikov (2 Grand Slams e nº1), Stich (1 Grand Slam e nº2), e Medvedev ('top-ten'), podendo ainda orgulhar-se de ter derrotado Korda (1 Grand Slam e nº2), Steeb (vencedor da Taça Davis), Berasategui ('top-ten'), Sanchez ('top-ten') e Ferrero (1 Grand Slam e nº1).


A melhor vitória do ténis português continua a pertencer-lhe, quando eliminou no Estoril Open o então vice-campeão de Roland Garros e nº7 mundial Alberto Berasategui! Somou 32 vitórias na Taça Davis e foi 'top-100' mundial de pares.


Tal como Federer, Gil será o melhor do seu quintal. É só uma questão de tempo.


13 de Fevereiro de 2009 - Ás

Bjorn Borg parceiro de Vale do Lobo

 

Diogo Gaspar Ferreira contou-me que anda a negociar com Bjorn Borg para que represente Vale do Lobo. No golfe os 'Touring Pros' são profissionais que usam o logótipo de um campo de golfe no chapéu, saco ou roupa, e nos 'Pro-Ams' contam aos amadores as vantagens dos complexos turísticos que publicitam. No ténis o mais parecido é o contrato do Dubai com algumas das estrelas do WTA Tour. Vale do Lobo tem o epíteto de 'resort' turístico de luxo. Se assinar com o antigo nº1 e vencedor de 11 Grand Slams terá um campeão de luxo a promovê-lo no Mundo.



13 de Fevereiro de 2009 - Abuso Verbal

Pete Sampras elogia “puto” Rafael Nadal

 

«Nadal é um animal. Pode jogar um dia inteiro e sempre ao mais alto nível. Fazer o que ele fez em Melbourne, vencer um encontro de cinco horas e voltar para vencer a final é algo de inacreditável. Temos de tirar-lhe o chapéu e prestar o maior respeito ao miúdo», Pete Sampras.



13 de Março de 2009 - Tie-break

Portugueses muito activos

 

Em torneios de 10 mil dólares, perderam na primeira ronda Maria João Koehler no Albufeira Ladies Open (passou a qualificação) e João de Sousa em Cartagena (Espanha). Em 15 mil, Leonardo Tavares em Abidjan (Costa do Marfim) e Gastão Elias em Cartagena (Colômbia) também cederam de entrada. No 50 mil de Cali (Colômbia) foi Frederica Piedade a tombar à primeira. Magali de Lattre só perdeu na última ronda da qualificação do WTA Tour de Pattaya (Tailândia), onde Neuza Silva chegou aos oitavos-de-final. No ATP World Tour da Costa do Sauípe (Brasil), onde Frederico Gil brilhou, Rui Machado passou o 'qualy' e perdeu nos “oitavos”.



6 de Fevereiro de 2009 - Court Central

Sendo impossível 100% de financiamento estatal

 

Nova sede do Estoril Open

pode ficar em mãos privadas

 

João Lagos advoga atribuição de instalações à FPT na infra-estrutura a construir no Estádio Nacional

 

A recente manifestação do secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, de pouca disponibilidade do Governo em financiar o regresso em 2009 da Fórmula Um a Portugal só veio confirmar o que escrevi na semana passada, ou seja, que por muito que seja consensual a necessidade de se construir uma sede definitiva para o Estoril Open no Jamor, não há capacidade do erário público para suportar custos de, no mínimo, 30 milhões de euros.


A única solução no curto prazo, como disse há uma semana, passa por um financiamento público-privado, caso João Lagos consiga reunir outros investidores.


Sempre defendi que se a requalificação do complexo de ténis do Estádio Nacional fosse custeada pelo Estado só poderia haver dois proprietários da nova infra-estrutura: a própria administração central através do Centro Desportivo Nacional do Jamor ou a Federação Portuguesa de Ténis (FPT).

A entidade proprietária do complexo deveria depois concessioná-la a privados, preferencialmente à João Lagos Sports, por ser a empresa organizadora e promotora do Estoril Open.


Com a abertura do financiamento do projecto a capital privado, provavelmente em larga maioria, terei de mudar de opinião e considerar legítima a entrega total da infra-estrutura e não apenas a sua exploração a privados, uma vez mais, preferencialmente a João Lagos, mediante o pagamento de uma renda anual cujo valor poderia e deveria reverter a favor da FPT.


Em conversa com João Lagos percebi que o proprietário do Estoril Open veria esta solução com bons olhos e há total abertura da sua parte para atribuir à FPT uma sede vitalícia na infra-estrutura definitiva do Estoril Open, o que permitiria vender a actual sede da FPT em Linda-a-Velha e amortizar parte do seu passivo.


Termino hoje esta série de quatro artigos sobre a exigência internacional de novas infra-estruturas para torneios de ténis e de como poderemos ultrapassar o crónico problema da sede definitiva do Estoril Open, mas é provável que o assunto esteja ainda longe de encerrado.



6 de Fevereiro de 2009 - Ás

FPT dá apoio técnico a internacionais

 

A FPT recuperou para 2009 o programa criado em 2007 e suspenso em 2008 (por falta de verbas) de acompanhamento técnico aos principais jogadores portugueses dos vários escalões etários em torneios internacionais realizados em Portugal. No Vale do Lobo Ladies Open estiveram Pedro Pereira (seleccionador feminino de sub-16) e Miguel Sousa (sub-18). «É um programa muito vantajoso porque a maioria das nossas jogadoras não têm ou não podem viajar com os seus treinadores», explicou Pedro Cordeiro, o seleccionador nacional da Fed Cup e da Taça Davis.



6 de Fevereiro de 2009 - Tie-break

Frederico Gil persegue Cunha e Silva

 

Frederico Gil é o primeiro português a  qualificar-se por três vezes para os quartos-de-final no ATP World Tour. O 99º tenista mundial tenta em Joanesburgo tornar-se no segundo português a chegar às meias-finais depois do seu treinador, João Cunha e Silva, em 1992 em Telavive. No Vale do Lobo Ladies Open Maria João Koehler passou a fase de qualificação e juntou-se no quadro principal a Catarina Ferreira, Joana Pangaio e Ana Claro. Na Costa do Marfim Leonardo Tavares foi eliminado nos oitavos-de-final e João de Sousa perdeu à primeira em Espanha.



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*O "Court & Costura" sai no DN todas as sextas-feiras no Caderno de Desporto.

O Luso Ténis irá reproduzi-los neste espaço, com um atraso de um mínimo de um mês, para quem não tenha tido oportunidade de os ler.

 

 

 

 
 

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