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Banco Big
Tennis Cup 2008 |
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Clube de Ténis de Braga
(Braga), Portugal (Terra batida) |
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Reportagens |
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Texto: Vítor Espírito Santo |
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Domingo, 1 de Junho de 2008 |
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O dia de domingo reservou uma final entre a
3ª cabeça de série do torneio, a “sobrevivente” Vicky Nunez-Fuentes e a
7ª cabeça de série, Marlot Meddens, que até à final teve um percurso
completamente limpo, vencendo todos os seus encontros a 2 sets e tendo
inclusive esmagado Frederica Piedade nas meias-finais.
O clube de ténis estava bastante concorrido ao nível do que tinha já
acontecido no ano passado. O dia estava perfeito para a prática da
modalidade. À partida para o encontro, a holandesa surgia como principal
favorita dado as vitórias claras que foi obtendo ao longo da competição,
contudo o espírito competitivo da sul-americana poderia equilibrar a
partida.
Foi exactamente isso que aconteceu. Numa final de menor qualidade do que
aquela que tive a oportunidade de assistir no ano passado, a holandesa,
com pancadas profundas e mais potentes foi ditando a dinâmica do
encontro até ao 5-2 no 1º set, momento em que a colombiana acordou, e
com uma das suas já típicas recuperações, igualou a 5-5. Vicky foi
variando mais o jogo, utilizando por vezes o slice, chamando a
adversária à rede com alguns amorties. Contudo, quando servia para se
adiantar para 6-5, e talvez fruto de algum relaxamento após a
recuperação, teve um jogo de serviço péssimo, voltando a ser quebrada.
No jogo seguinte a holandesa não voltou a tremer e concluiu o 1º set por
7-5.
No 2º parcial mais do mesmo. Marlot Meddens continuou a dominar o
encontro e a colombiana não encontrou respostas para o jogo mais intenso
da holandesa, cometendo também mais erros do que aqueles que nos
habituou ao longo da semana. Vicky Nunez-Fuentes foi tentando
motivar-se, recorrendo muitas vezes ao apoio do seu treinador, que
incansavelmente lançou palavras de apoio à jovem durante toda a final.
Este suporte não foi contudo suficiente e mesmo tendo salvo 1
match-point, Marlot Meddens concluiu o encontro, vencendo novamente em 2
parciais (como fez o longo de todo o torneio). 7-5 6-2 foi o resultado
final e representou um regresso em força da holandesa após 8 meses de
lesão, como referiu no seu discurso de vitória. Este é o seu segundo
título (o primeiro havia sido conquistado durante a época de 2006, em
Enschede, na Holanda).
Foi este o final de uma bela semana em Braga. Estes torneios são uma boa
oportunidade para assistir ao ténis de vários jogadores nacionais e de
travar algum contacto com eles. Para o ano há mais, esperemos! |
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Sábado, 31 de Maio de 2008 |
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O fim-de-semana adivinhava-se deveras interessante no clube
de ténis de Braga. Para além da BIG TENNIS CUP, desenrolava-se ao mesmo
tempo os estágios sub 10 das selecções da associação de ténis do Porto.
Esta seria uma excelente oportunidade para poder conhecer os métodos
introduzidos por esta associação na formação dos pequenos jogadores, bem
como apreciar uma quantidade bem apreciável de crianças com gosto pela
modalidade.
E foi aliás a observar os miúdos que comecei o meu dia. Nos
courts do clube de ténis podiam-se encontrar várias crianças a disputar
encontros competitivos entre si enquanto que nos courts emprestados da
Câmara Municipal de Braga (3 courts em piso rápido, exactamente ao lado
do clube), fazia-se a avaliação em court, analisando a profundidade e
direcção dos golpes de fundo e a qualidade do vólei e serviço. Por esta
altura, tive a oportunidade de encontrar o Carlos Morais (da equipa do
Bolamarela) e mais tarde Rui Barata (do blog tenisportugues), este
último já acompanhado de Rui Silva, coordenador das selecções ATPorto e
que se tornou o nosso anfitrião, mostrando o funcionamento de todo o
estágio e prestando esclarecimentos sobre todo o processo.
Após um agradável almoço com os companheiros internáuticos,
tive a oportunidade de assistir ao encontro entre a colombiana Vicky
Nunez-Fuentes e a britânica Tara Wigan. Ambas vinham a efectuar boas
campanhas, marcadas por vitórias arrancadas a ferros em 3 parciais. A
colombiana teve que se aplicar a fundo desde a qualificação (apesar de
ter ranking, teve de jogar a qualificação porque não se inscreveu a
tempo) e teve momentos em que teve o seu caminho em perigo (nomeadamente
diante da jovem portuguesa Rita Vilaça). Por sua vez, Tara Wigan vinha
também de vitórias esforçadas diante de Catarina Ferreira (2ª cabeça de
série) e Carla Beltrami (5ª cabeça de série).
O jogo começou bastante equilibrado, contudo a partir de
metade do 1º parcial, a colombiana subiu de rendimento, mostrando uma
maior variedade de jogo, chamando a britânica à rede e aplicando
eficazes lobes, que prejudicavam o ritmo de jogo de Tara Wigan. A
vitória por 6-3 acabou por surgir com naturalidade. No entanto, Tara, e
um pouco à semelhança do que tinha acontecido na 2ª ronda e nos quartos
de final, não desmoralizou e entrou em força no 2º parcial,
adiantando-se para 4-0.
A meio deste set, o jogo teve de ser interrompido, devido a uma pesada
nuvem passageira que passou pelo clube em Braga. Tara manteve a toada e concluiu este parcial por 6-1. Neste set, a
britânica impôs uma maior agressividade controlada e consistente, com o
seu habitual leque de direitas e esquerdas profundas e tensas.
O sentido de jogo manteve-se no 3º parcial e a britânica
adiantou-se para 4-1.
A colombiana parecia estar sem armas para inverter o avançar do
encontro, contudo o jogo que poderia ter dado o 5-1 para a britânica foi
decisivo. Tara ficou mais nervosa e a colombiana motivou-se bastante. O
cansaço da britânica começou a ser visível e segundo comentários que
ouvi pela fisioterapeuta do torneio, Tara estava com fadiga muscular já
à entrada do encontro, após as duras batalhas das rondas anteriores. A
verdade é que a britânica foi ficando cada vez mais tensa e presa de
movimentos. Vicky foi-se agigantando e acabou por vencer 5 jogos
seguidos, vencendo o encontro por 6-3 1-6 6-4. Tara Wigan era a face da
desilusão, uma boa oportunidade tinha sido desperdiçada…recorde-se que a
actualmente residente em Sintra ainda não atingiu qualquer final num
torneio internacional ao longo da sua carreira.
Após este desafio, assisti a uma apresentação de Rui Silva
sobre o planeamento e estudo de evolução dos jogadores constituintes das
selecções ATPorto, num trabalho conjunto com o Programa Nacional de
Detecção de Talentos da Federação Portuguesa de Ténis e o Laboratório de
Cineantropometria da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.
Brevemente irá estar disponível no LusoTénis uma breve reportagem
acompanhada das já famosas coberturas fotográficas (a cargo do Rui do
Carmo).
Quando regressei desta apresentação, qual não foi a minha
surpresa quando espreitei para o scoreboard do court central e me
apercebi que a Frederica perdia por 6-2 4-0…Este resultado era
totalmente inesperado, não por descrédito quanto ao valor da holandesa
Marlot Meddens, mas sim porque sendo Frederica a 1ª cabeça de série
destacada, não se esperaria um parcial tão pesado. A verdade é que do
pouco que assisti, Frederica cometeu vários erros não forçados e estava
já claramente descrente e quase, arrisco dizer”, sem grande motivação
para dar a volta ao resultado. A portuguesa não teve grande paciência
para longas trocas de bola e sempre que pôde arriscou, contudo sem
grande êxito. 6-2 6-0 foi o resultado final e a certeza que o título não
seria conquistado por uma portuguesa. Após a meia-final, o LusoTénis
teve a oportunidade de ouvir a Frederica que deu os parabéns à
adversária, referindo “que ela tinha entrado muito forte e que não
quebrou ao longo do encontro”. A portuguesa disse ainda “que não tinha
estado tão bem como nos encontros anteriores” mas salientou em tom de
elogio “Tiro o chapéu à minha adversária, esteve muito forte”. |
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Sexta-feira, 30 de Maio de 2008 |
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Após a eliminação de Catarina Ferreira no dia de ontem,
Frederica Piedade era a única representante lusa ainda em prova na
competição de singulares. Já à partida para o torneio se esperava que a
cabeça de série número 1 chegasse à recta final do torneio mas dada a
qualidade do quadro, também se esperaria a presença de Catarina Ferreira
e até eventualmente de Ana Catarina Nogueira numa fase mais avançada da
competição. Tal não sucedeu e Frederica ficou isolada na defesa das
cores nacionais.
Quando cheguei ao clube, a portuguesa já jogava o 2º set do
seu encontro contra a italiana Eleonora Punzo (jogadora actualmente sem
ranking, contudo ex-top 700). Mal entrei no clube não senti grandes
vibrações da Frederica, que disputava o seu encontro no court central do
clube, aproveitando o dia mais radioso desta semana em Braga e perante
uma assistência limitada. Este ano o court central e toda a preparação
de bancadas foi efectuada mais cedo. Após a vitória no 1º parcial,
Frederica deparava-se com dificuldades no 2º, uma vez que se encontrava
em desvantagem por 4-1.
A portuguesa mostrava claramente sinais de descontentamento com a sua
exibição. Contudo, a nossa chegada (hoje tive a companhia de outro
importante membro da equipa do LusoTénis, Rui do Carmo) parece ter
provocado uma boa atitude da Frederica, que sem puxar muito o
acelerador, conseguiu vencer 5 jogos seguidos, vencendo o 2º parcial por
6-4. A portuguesa mostrou-se agressiva quanto baste e ao mesmo tempo foi
mais consistente que a italiana, que apresentou também dificuldades na
área do serviço, com uma técnica algo deficitária. 6-3 6-4 foi o
resultado final do encontro.
Mais tarde, tivemos a oportunidade de conferenciar com a
Frederica que nos descreveu o encontro dos quartos de final. “Entrei
forte no encontro e adiantei-me para 5-0, nesse momento a italiana
alterou o estilo de jogo e tive algumas dificuldades em fechar esse
parcial”, em palavras da própria.
Quando questionada sobre a adversária de amanhã, a belga
Marlot Meddens (736ª WTA), Frederica referiu que se trata de “uma
jogadora que bate bem na bola, rápida e certinha” e que esse até é um
estilo de jogo que lhe agrada.
Quanto à outra meia-final vai ser disputada entre a
colombiana Vicky Nunez-Fuentes e a britânica Tara Wigan. Esta última tem
sido a revelação do torneio e esta é mesmo a sua melhor actuação em
torneios internacionais. Hoje tinha uma falange de apoio baseada nos
numerosos amigos e família que se deslocaram a Braga para motivar a
jogadora. Por sua vez a colombiana lá se vai mantendo
em competição. Apesar de ter sofrido muito contra a Rita Vilaça, conseguiu
dar a volta por cima e hoje voltou a perder novamente o 1º set diante da
espanhola Lúcia Sainz-Pelegrini (que havia batido Ana Catarina Nogueira)
por 7-5 para depois esmagar a adversária por duplo 6-0.
Amanhã será um teste mais duro para Frederica Piedade e
poderá ter tarefa complicada. Durante este fim de semana vai também
decorrer em Braga o estágio das selecções ATPorto, numa colaboração
entre a Associação de Ténis do Porto, o Programa de Detecção de Novos
Talentos da Federação Portuguesa de Ténis e o Laboratório de
Cineantropometria da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. O
LusoTénis lá estará, como sempre, na linha da frente, para fazer a
cobertura do evento. |
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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008 |
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O clima voltou a dificultar a tarefa da organização do
torneio e das próprias jogadoras, que ficam obrigadas a disputar os
encontros em dois courts mais limitados, sobretudo ao nível da
iluminação. A assistência fica igualmente prejudicada, sendo apenas
possível assistir aos encontros por uma entrada lateral ao 1º court
interior, ficando o outro court com pouca visibilidade.
Após a eliminação de Nogui no dia de ontem, hoje duas
portuguesas tentariam a qualificação para os quartos de final. A
primeira a entrar em campo foi a “pequena” Catarina Ferreira, que
defrontava a britânica Tara Wigan, radicada
em Portugal. As duas
estão longe de ser desconhecidas e já se defrontaram no passado por duas
vezes em torneios internacionais. O frente-a-frente encontrava-se
empatado (1-1) e curiosamente os dois embates anteriores também se
desenrolaram em terra batida. O primeiro confronto foi ganho pela
britânica na 1ª ronda da qualificação para o torneio de 25.000$ do Porto
em 2003. Quatro anos mais tarde voltaram a encontrar-se, desta vez na 1ª
ronda do 10.000$ de Espinho, no ano passado, tendo a portuguesa saído
vencedora também em 3 sets por 6-3 1-6 6-3. Recorde-se que esta resultou
num dos melhores torneios de Catarina Ferreira, que atingiu as
meias-finais e apenas perdeu diante da vencedora do torneio, Ana
Catarina Nogueira.
Os courts interiores do clube de ténis de Braga são bem
mais rápidos que os exteriores e nesse sentido o estilo de jogo da
britânica assentava melhor que o da portuguesa. Tal como já referi no
resumo de terça-feira, Catarina está uma jogadora mais completa. Quando
tem tempo para preparar a pancada de direita, consegue imprimir uma
velocidade que antes era incapaz e continua a mostrar uma enorme entrega
ao jogo, fazendo de cada ponto uma batalha. Na verdade, nada no seu jogo
é ganho facilmente. É muito raro o ponto em que não tenha de bater
5 a 10 pancadas
para o conquistar. Tara Wigan tem uma pancada muito limpa e não
apresenta grande variedade de jogo. Na verdade, o jogo entre as duas
resultou numa autêntica batalha de fundo de court sem grande variação de
efeitos e profundidade de bola. Durante o 1º set contabilizei as subidas
à rede e foram apenas 3, todas elas por “obrigação”, após uma bola curta
da adversária.
O primeiro parcial foi bem disputado e em geral muito
equilibrado. Houve muitas oportunidades de parte a parte mas nos
momentos decisivos a portuguesa superiorizou-se, mantendo o sangue-frio.
Adiantou-se para 5-2 mas a britânica ainda reduziu no seu serviço.
Quando Catarina servia para fechar o parcial por 6-3, Tara teve várias
oportunidades para reentrar no set e parecia que se ia assistir a uma
vantagem desperdiçada pela portuguesa, tal como havia sucedido na 1ª
ronda. Contudo, a portuguesa manteve-se firme e defendeu dois
break-points, aproveitando depois uma resposta de esquerda para fora
para encerrar a questão. Tara perdeu vários pontos por poucos milímetros
e houve alturas em que deu a sensação de não ser necessário ter atacado
tanto as linhas. A frustração desta foi aumentando e a sua atitude
foi-se tornando cada vez mais pessimista. Algo temperamental, também
protestou ao juiz de cadeira contra o tempo que a Catarina tomava entre
os pontos, quer para se limpar à sua toalha, quer para afastar/apanhar
as bolas.
Catarina Ferreira entrou em court com o joelho ligado e não
se sabe até que ponto é que aquele problema físico era impeditivo ou
apenas de prevenção. Mesmo assim, iniciou o 2º parcial mantendo a toada
e quebrando imediatamente o serviço da britânica. Num momento decisivo
no encontro, serviu para confirmar a quebra de serviço e foi aqui que
tudo se inverteu. Tara Wigan foi se acalmando e reentrando novamente em
jogo, tentando automotivar-se e conseguiu após várias oportunidades
recuperar o break. A partir daqui deu-se uma série de jogos seguidos,
com Tara a partir para uma vantagem de 5-1 muito à custa de um aumento
do número erros da portuguesa, que parecia chegar mais atrasada às bolas
e por isso tentar bolas em grande dificuldade. Com vantagem de 5-1 e
serviço a favor, Tara foi incapaz de fechar o set, tendo tremido na
execução do serviço, contudo no jogo seguinte voltou a quebrar o jogo da
portuguesa, levando a decisão para o 3º parcial.
Ao longo do 2º set Frederica Piedade e Marco Seruca
(treinador de Tara Wigan) trocavam impressões sobre o encontro e o
torneio em si, sempre com boa disposição.
No campo mais afastado, Ana Salas Lozano jogava o seu
encontro contra a italiana Eleonora Punzo, naquela que também nos
pareceu uma enorme batalha. A espanhola voltou a usar uma mistura de
efeitos desde bolas tensas e potentes com moonballs, estes últimos para
compensar as dificuldades de movimentação lateral que já apresenta
devido à sua veterania.
Entretanto, no
momento de escrita desta reportagem, já se sabe que a Frederica é a
única sobrevivente lusa no torneio ao vencer facilmente e de modo
esperado a espanhola Rocio Lopez-Alberca. A Catarina Ferreira não
resistiu à cadência de jogo da Tara Wigan e cedeu no último parcial por
6-2. |
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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008 |
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Na
altura de escrita da reportagem anterior, ainda não tinha sido divulgado
o resultado do encontro que opunha a jovem portuguesa Maria João Koehler
e a marroquina Fátima El Allami. Quando deixei o court na fria noite de
terça, Maria João parecia bem encaminhada mas em ténis feminino um break
de vantagem não significa mesmo nada. O 1º set foi discutido num
tie-break que a portuguesa perdeu. Seguramente após este desaire, a
motivação, força, sangue-frio e talvez vontade faltaram. Tal como já
tinha sido referido, a jovem tinha um importante exame na manhã seguinte
e dado o adiantado da hora e a derrota num 1º set mais demorado, levou a
uma derrota natural no 2º set por um parcial pesado: 6-0. Ainda assim
penso que a portuense vive um bom momento e que deverá transportá-lo
para os próximos torneios ITF, onde novas oportunidades irão surgir.
O dia de
quarta-feira prometia a acção de 4 encontros da 2ª ronda e ainda o
início do quadro principal de pares. Das três portuguesas que restam no
quadro de singulares, apenas Ana Catarina Nogueira jogou hoje. A sua
adversária, Lúcia Sainz-Pelegri, tinha-me deixado boas sensações num dos
jogos de qualificação que disputou, apresentando um ténis com bastantes
soluções, desde potência, slice, e boas subidas à rede. Na altura tinha
ficado com algumas dúvidas quanto à sua força mental, quando desperdiçou
uma vantagem muito confortável diante da simpática ucranina Olga Serbyn
(radicada em Portugal), contudo poderia ser um belo teste à “nossa”
veterana. Não foi por isso com grande surpresa que verifiquei o
resultado final, com a derrota da portuguesa em apenas dois parciais:
6-3 6-4. Não tive oportunidade de assistir ao encontro (infelizmente,
hoje não me pude deslocar ao clube).
Amanhã entram em acção as restantes “sobreviventes”. Ambas são
claramente favoritas. Frederica poderá vingar Demi Rodrigues e tem mais
do que ténis para isso. Catarina Ferreira defronta Tara Wigan, jogadora
que me parece ao alcance da franzina cabeça de série nº 2.
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Terça-feira, 27 de Maio de 2008 |
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Segundo dia do quadro
principal no torneio BIG TENNIS CUP, disputado no clube de ténis de
Braga, dotado de 10.000$ em prémios monetários.
Felizmente para o
desenrolar do torneio, as condições climatéricas foram bem mais
favoráveis. Para além de uma pequena interrupção na parte da manhã, os
jogos puderam prosseguir a sua ordem normal. Ainda assim, a sessão era
bastante preenchida e o atraso foi irremediável, por isso não foi com
grande surpresa que ainda se jogava no court central depois das 21h.
Todas as portuguesas
presentes no quadro principal jogavam hoje, por isso a oportunidade para
avaliar o seu nível de jogo era excelente.
Demi Rodrigues foi a
primeira a entrar em acção. A portuguesa defrontava a espanhola Rocio
Lopez-Alberca. O nível de ambas não era muito diferente. O jogo foi, em
geral, algo enfadonho. Demi é canhota e possui um jogo fluído, contudo
apesar de construir bem alguns pontos, falhou na hora da concretização.
Para além disso, a sua movimentação em direcção á rede é pobre (tem um
arranque muito lento) e a grande maioria das vezes que a espanhola
enviou bolas ofensivas curtas, Demi teve bastantes dificuldades em lidar
com elas. Quanto à evolução do marcador, a portuguesa até nem começou
mal e esteve mesmo a liderar por 3-2 no 1º set mas, a partir daí, a
espanhola venceu uma série de jogos seguidos, fechando o 1º set por 6-3
e adquirindo uma vantagem de 3-0 no 2º. Nesse momento, Demi Rodrigues
conseguiu parar a onda espanhola e colocou o seu nome no marcador do 2º
parcial. No jogo seguinte, a portuguesa teve duas oportunidades para
quebrar o serviço, contudo nessa mesma altura, começou a chover
intensamente sobre os courts em Braga e a espanhola, sentindo o momento
importante do encontro, quis interromper imediatamente o encontro. O
árbitro não concordou e o jogo foi prosseguido…contudo Demi não
conseguiu aproveitar as suas chances e a espanhola conseguiu defender o
seu jogo de serviço, passando para 4-1 (curioso que à medida que a
espanhola fazia os pontos, ia oportunamente criticando menos e menos a
decisão da arbitragem em continuar o jogo…). Nesta altura, o encontro
foi interrompido.
Mais tarde, quando
regressei ao clube, já se jogava novamente nos courts exteriores e o
encontro de Demi Rodrigues já tinha terminado. 6-3 6-4 foram os parciais
e nas palavras da própria “faltou-lhe experiência nos pontos decisivos”.
Dois jogos decorriam
nos courts interiores, um deles com a britânica Tara Wigan, que mais
tarde acabaria por vencer o seu encontro. Entretanto, num dos courts
exteriores, iniciou-se o encontro entre a Catarina Ferreira (2ª cabeça
de série do torneio) e a espanhola Carmen Lopez Rueda, oriunda da fase
de qualificação. Este confronto foi bem interessante uma vez que o jogo
foi muito bem disputado. A Catarina entrou bem no encontro, visando bem
as linhas e os cantos do court. Comparativamente com as vezes anteriores
em que a tinha visto actuar, senti que essa foi definitivamente o
aspecto do seu jogo que tinha melhorado a olhos vistos. Nitidamente a
batalhadora portuguesa estava mais agressiva que antes, contudo este
"novo" estilo de jogo também resulta num maior número de erros não
forçados. A espanhola tinha maior peso de bola e chamou, com eficácia e
por várias vezes, a portuguesa à rede, mostrando um bom toque de bola.
Apesar da Catarina ser conhecida pelo seu jogo defensivo, senti que a
sua movimentação frontal deixou algo a desejar. A cabeça de série nº2
liderou por 5-3 no 1º set mas a espanhola, bastante determinada, deu a
volta e venceu 3 jogos seguidos, obrigando Catarina a servir para salvar
o set. Tal o fez, e defendendo um set-point, levou o encontro a
tie-break. Neste, a espanhola entrou melhor e Catarina não mais
conseguiu recuperar, tendo perdido por 7-4. Nesta altura abandonei o
clube, algo preocupado pelo resultado da portuguesa. A temporada da
Catarina não tem sido brilhante e uma boa participação neste torneio
pode ser muito importante para as suas aspirações.
Regressei ao clube
mais para o final da tarde, quando estavam agendados a maior parte dos
encontros que envolviam portuguesas. Reparei que a Charlotte Pires
jogava já o 3º set de um encontro no court interior e nessa altura
percebi que a portuguesa tinha sido repescada como lucky loser para o
quadro principal. O cansaço de Charlotte era bem visível e apesar de ter
salvo 2 match points, não conseguiu aguentar e perdeu diante de Rocio de
La Torre Sanchez por 6-3 4-6 1-6. Mais uma vez se deu a sensação que a
portuguesa teria ténis para mais mas não segui o encontro por isso é
difícil fazer essa análise. Por essa altura, apercebi-me também que a
Catarina Ferreira tinha conseguido a reviravolta no seu encontro, sendo
assim a 1ª portuguesa na 2ª ronda do quadro principal. Entretanto, no
court central, a Frederica aquecia para fazer a sua estreia em Braga e a
wildcard de 14 anos, Rita Vilaça, estava já em campo contra a
colombiana 3ª cabeça de série, Vicky Nunez-Fuentes. A jovem, muito
apoiada no clube muito familiar, foi deixando uma boa impressão. Rita já
está muito alta e por isso apresenta já um bom 1º serviço. Contudo, este
não entrou muitas vezes ao longo do encontro e o 2º é ainda algo
periclitante, o que gerou algumas duplas-faltas. O encontro foi, em
geral, marcado por constantes quebras de serviço e a próprias
colombiana, jogadora top 530, não deixava grande impressão, dando a
ideia de apresentar um ranking algo inflacionado relativamente ao seu
real valor. Rita mostrou-se tranquila e bastante segura ao longo do 1º
set e não foi com grande surpresa que a vimos fechar o 1º set por 6-4.
Entretanto, no court principal, Frederica esmagava a sua adversária. Não
sei bem explicar o que se passou naquele campo mas a verdade é que a
diferença de valores foi muito nítida. Não sei se foi mais a Frederica
que impôs a sua cadência de jogo ou se foi algum demérito da adversária,
que parecia completamente amedrontada por jogar perante a 1ª cabeça de
série no court principal do torneio. Mais tarde, acabou por desistir,
adiantando um pouco o resultado natural do confronto.
Maria João Koehler já
se encontrava no clube, a tentar estudar para o exame que vai ter esta
quarta-feira. A jovem estava ansiosa por poder entrar em court mas as
suas companheiras não lhe estavam a facilitar a vida. Rita Vilaça teve o
2º set do encontro na mão, quando liderou nesse parcial por 5-4, podendo
concluir a tarefa em dois parciais, o que constituiria um resultado
brilhante e seguramente motivador para a jovem promessa. No entanto, foi
esse o momento em que a diferença de ranking, idade e experiência se fez
sentir e a colombiana conseguiu recuperar e quebrar o serviço à
portuguesa, fechando o 2º parcial por 7-5. Maria João Koehler
seguramente suspirava de frustração. No court central, um embate curioso
entre a veterana Ana Catarina Nogueira e a sua "pupila" Joana Pangaio ia
decorrendo. A grande favorita era a mais experiente das duas e o
desenrolar do encontro assim o provou. Nogui entrou muito bem, até o 4-0
mas depois deixou-se "apanhar" até ao 4-3, encerrando a questão de
seguida (6-3). No 2º parcial, algo semelhante aconteceu e a professora
arrancou para uma vantagem que viria a ser vital, mesmo após nova
recuperação de Joana Pangaio. 6-3 6-4 foi o resultado final. Entretanto,
no outro court, Rita Vilaça sofria o típico abrandamento de quem perde o
controlo do encontro e no 3º parcial acabou derrotada por 6-1. O set foi
bem mais equilibrado do que aquilo que o parcial indica. A grande
diferença entre as duas esteve na conclusão dos pontos. Quando a
colombiana teve uma bola curta, concretizou o ponto, ao passo que à
portuguesa faltou um certo instinto felino no momento chave.
A noite foi caindo
sobre Braga e com esta uma terrível descida da temperatura. Maria João
Koehler pôde finalmente entrar o court e pude assistir até ao 4-2 a seu
favor no 1º set. A jovem canhota voltou a mostrar grande eficácia no
serviço e com pancadas agressivas estava a conseguir impor o seu estilo
de jogo. A adversária marroquina também possuía um 1º serviço forte mas
durante o início do encontro não foi tão consistente como o da
portuguesa.
Amanhã apenas estão
previstos 4 encontros do quadro principal e Nogui é a única
representante lusa. Espera-se também poder iniciar o quadro principal de
pares.
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Segunda-feira, 26 de Maio de 2008 |
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O
dia começou ainda mais chuvoso que o fim-de-semana e tornou impossível
disputar os jogos nos courts exteriores. Hoje a ordem de jogos indicava
a conclusão da fase de qualificação e ainda o início do quadro de pares.
Com apenas dois courts disponíveis (os interiores, com condições bem
mais rápidas que os courts exteriores), as primeiras jogadoras a entrar
em acção foram as portuguesas Cátia Rodrigues e Charlotte Pires, ambas
defrontando duas colombianas com ranking. Os jogos foram bem disputados
e ambas deixaram bons apontamentos.
É já a terceira vez que
vejo a Charlotte Pires em Braga e sempre fiquei com boa impressão do seu
jogo. Tem definitivamente talento mas durante os seus jogos parece muita
vez cair num ciclo vicioso de nervosismo que afecta completamente o seu
jogo. Nota-se evolução mas esta ainda não se traduz em resultados e como
tal foi hoje eliminada, ainda assim dando muita luta a uma top 600
mundial. Quanto à Cátia Rodrigues, gostei do seu estilo de jogo. É
bastante agressivo e tem pancadas bastante fluidas. É mais uma canhota a
juntar-se ao nosso leque de melhores jogadoras (Frederica Piedade e
Maria João Koehler). Estou curioso por observar a sua evolução nos
próximos tempos. Hoje, também saiu eliminada diante de uma top 800 mas
também não se esperava a vitória.
O jogo seguinte marcava
o confronto da portuguesa Marina Gallo contra a italiana Eleonora Punzo.
Apenas vi a última parte do encontro e apesar da portuguesa ter perdido,
notei alguma evolução relativamente ao ano passado. O serviço pareceu-me
francamente mais fiável que antes (no ano passado, era a fragilidade
mais visível). É uma jogadora que sabe atacar e defender e este ano
pareceu saber gerir melhor a tensão a seu favor, estando constantemente
a puxar por si mesma.
Finalmente, o último
encontro do dia a envolver portuguesas era o da Maria João Koehler.
Confesso que criei grandes expectativas relativamente à jovem uma vez
que me parece muito mais segura do que nos últimos dois anos. Nas
anteriores edições da BIG TENNIS CUP, Maria João havia mostrado o seu
talento, tendo inclusivamente conseguido uma vitória no quadro principal
do ano passado. Contudo, a jovem sempre pareceu completamente consumida
com os nervos, com uma postura que sempre me fez lembrar a da russa Vera
Zvonareva. Este ano, pelo contrário, tenho visto uma jogadora bem mais
madura e segura de si. Hoje, não foi excepção e durante o 1º set contra
a alemã Sarah Schneider, a Maria João comandou sempre até vencer o 1º
set por 6-3. Ao longo do 1º set, fiz mentalmente uma contabilização de
winners e erros não forçados e a nossa representante fechou um set com
um registo de 7/9, incluindo ases e duplas faltas. Recorde-se que
Koehler vem de uma série de vitórias muito positiva, incluindo a vitória
no torneio nacional de Cantanhede, batendo na final e pela primeira vez,
a veterana Ana Catarina Nogueira por 7-6 6-7 6-3.
Nuno Marques esteve no
clube para assistir ao encontro da sua pupila e ainda ajudou no
aquecimento nos mini-courts…ao mesmo tempo que falava ao telemóvel.
Mais uma vez foi difícil
tirar boas fotografias. Não uso flash para não perturbar as jogadoras (e
à distância que eu estou não teria grande utilidade), para além disso há
uma grande acumulação de pessoas junto ao único local de onde é possível
assistir aos jogos. O Rui do Carmo ainda apareceu pelo clube mas ele
próprio também não tirou muitas fotografias.
Amanhã começa o quadro
principal. A Frederica é a GRANDE favorita. Catarina Ferreira é a 2ª
cabeça de série e poderá utilizar este torneio para voltar aos bons
resultados. Esperemos que o tempo ajude mas a previsão não é muito
favorável (dizem que vai chover a semana toda). |
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Domingo, 25 de Maio de 2008 |
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O dia de
domingo acordou cinzento em Braga e mais tarde acabou mesmo por chover,
por vezes bastante forte, fazendo jus à famosa tradição nesta cidade.
Hoje jogou-se o segundo dia da qualificação do torneio de 10.000$
disputado na cidade nortenha. Ontem, apenas se jogaram seis encontros e
apenas hoje as jogadoras portuguesas entraram em acção.
A manhã ainda permitiu
alguns encontros no exterior, nomeadamente as vitórias de Maria João
Koehler e Charlotte Pires.
Os dois encontros
decorrem em dois courts lado a lado e tiveram desenvolvimentos bem
diferentes. Enquanto Charlotte passeou diante da sua adversária
brasileira (Marcela Costas Quintas), Maria João teve tarefa mais
complicada. Quando cheguei ao court, vivia-se o início do parcial
decisivo e a portuguesa partia já com uma desvantagem de dois jogos.
Como já é habitual com o seu estilo de jogo, Maria João tomou as rédeas
do encontro, sendo ela a fazer grande parte das despesas de jogo (winners
e erros não forçados). Maria João recuperou o break e na altura, quando
servia a 3/3, teve de enfrentar um jogo muito complicado, tendo sido
obrigada a salvar vários break points, normalmente através de direitas
poderosas. A partir do momento em que garantiu o seu jogo de serviço,
não mais largou a liderança do parcial e fechou naturalmente o encontro
com os parciais de 6/2 3/6 6/3. Como a jovem ainda tinha de disputar
hoje mesmo a final do torneio nacional de Cantanhede contra a veterana
Ana Catarina Nogueira, acabou por nem sequer ter tempo para grandes
festejos.
Após uma pausa para
almoço, o LusoTénis teve a oportunidade de regressar ao clube e ainda
assistir ao final do encontro que opôs Marina Gallo e Patrícia
Guerreiro. Jogava-se o tie-break do segundo set e vivia-se um momento um
pouco tenso no jogo, com ambas as jogadoras a festejarem efusivamente os
seus pontos e a protestarem fortemente aquando dos seus próprios erros.
Após uma entrada negativa no tie-break, na altura em que tentava forçar
o ponto, Marina Gallo optou por uma postura completamente defensiva,
limitando-se a enviar a bola para o outro lado do court, sem grandes
preocupações quanto à colocação. A estratégia surtiu efeito uma vez que
Guerreiro não possuía armas para arrancar winners e invariavelmente após
longas trocas de bola, acabava por falhar. O tie-break acabou por sorrir
a Marina Gallo por 9/7, tendo esta também vencido o encontro por 6/1
7/6.
Durante o tie-break
deste encontro, começou a chover em Braga, cada vez com mais intensidade
e o jogo de Cátia Rodrigues teve de ser interrompido quando a portuguesa
liderava por 3/1 no 3º set. Um pouco mais tarde, o jogo acabou por ser
deslocado para um dos court interiores, tendo a portuguesa encerrado a
questão com relativa facilidade, vencendo a brasileira Verena Piccolo
por 6/1 5/7 6/1. A jovem portuguesa deixou bons apontamentos, mostrando
um estilo de jogo agressivo, um pouco ao estilo da Charlotte Pires e da
Maria João Koehler.
Após esta série de
encontros, o dia terminou com os jogos entre Lucia Sainz Pelegri
(espanhola) e Olga Serbyn (ucraniana) e ainda Carmen Lopez Blanco
(espanhola) e a argentina Verónica Saucedo. O primeiro foi bem
interessante e captou o interesse dos poucos espectadores que estavam
presentes no clube. A espanhola tinha um jogo bastante completo,
caracterizado por uma direita pesada, um serviço fiável e um bom jogo de
rede. A ucraniana Olga Serbyn deu boa réplica apesar de claramente não
apresentar as mesmas armas que a espanhola. Esta última chegou a liderar
por 5/2 no segundo set mas tremeu no final, muito por culpa de uma
atitude bastante positiva de Serbyn, que não baixou os braços e
recuperou para 6/5, aproveitando uma baixa de rendimento da espanhola.
Esta última conseguiu estancar a série de jogos negativa e levou o
encontro e tie-break, tendo estado mais calma e vencido por 7/5. Este
jogo proporcionou variedade, boas trocas de bola e pareceu-nos o
encontro do dia. No court mais afastado, Veronica Saucedo e Cármen Lopez
Blanco disputavam um jogo tenso, marcado por algumas quezílias entre
ambas as jogadoras, no que toca a algumas chamadas. A espanhola acabou
por vencer em apenas dois parciais, tendo mostrado uma maior
consistência que a argentina, com um estilo de jogo demasiado “tudo ou
nada” e com várias deficiências técnicas.
Algumas das jogadoras
portuguesas mais cotadas já estiveram hoje no clube, nomeadamente
Frederica Piedade e Catarina Ferreira.
Resultados da qualificação
1ª ronda
(1) Viky NUNEZ FUENTES COL vs bye
Marcela COSTAS QUINTAS BRA vs Charlotte PIRES POR 06 06
(2) Paula-Catalina ROBLES GARCIA COL vs bye
Catia RODRIGUES POR vs Verena PICCOLO BRA 61 57 61
(3) Nicola MOONEY GBR vs bye
Carmen LOPEZ RUEDA ESP vs Barbara FERREIRA POR 60 61
Eleonora PUNZO ITA vs bye
Marina GALLO POR vs Patricia GUERREIRO POR 61 76(7)
Bojana BOROVNICA SRB vs bye
Daphne STAELENS BEL vs Michelle DE GROOT NED 76 62
Lucia SAINZ PELEGRI ESP vs Luciana ULLMANN BRA 60 60
Olga SERBYN UKR vs Nadine RUEGG MEX 63 60
Sarah MOUNDIR SUI vs Maria-Joao KOEHLER POR 26 63 36
Sarah SCHNEIDER GER vs Deyanira SOLORIO MEX 62 64
Emma HILES AUS vs Veronica SAUCEDO ARG 16 26
Carmen LOPEZ BLANCO ESP vs Lara RAFFUL BRA 60 63
2ª ronda
(1) Viky NUNEZ FUENTES COL vs Charlotte PIRES POR
(2) Paula-Catalina ROBLES GARCIA COL vs Catia RODRIGUES POR
(3) Nicola MOONEY GBR vs Carmen LOPEZ RUEDA ESP
Eleonora PUNZO ITA vs Marina GALLO POR
Bojana BOROVNICA SRB d. Daphne STAELENS BEL 64 64
Lucia SAINZ PELEGRI ESP d. Olga SERBYN UKR 62 76(5)
Maria-Joao KOEHLER POR vs Sarah SCHNEIDER GER
Carmen LOPEZ BLANCO ESP d. Veronica SAUCEDO ARG parcial
desconhecido |
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